Mário CésarIndustrializaçãoJaime Lerner, na abertura da 37ª Expô: ‘‘Estarei aqui de tempos em tempos para anunciar novas empresas’’O presidente da Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), Ingo Henrique Hubert, fez um anúncio ontem, na 37ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina, que vai beneficiar a região: um dos ramais do gasoduto que cortará o Paraná vai passar por Londrina. O anúncio foi feito em reunião com lideranças da cidade e secretários de Estado. O abastecimento de gás natural deve começar no ano 2000 na região norte. A extensão do gasoduto da Bolívia até Londrina vinha sendo reivindicada por lideranças políticas e empresariais da cidade, que ontem se reuniram com secretários do Estado.
Hubert diz que a decisão de trazer o gasoduto para Londrina foi tomada há três meses, logo após a assinatura do contrato com a BR Distribuidora, Petrobrás e Compagás, que é a encarregada da construção da rede e venda de gás no Paraná. ‘‘Tivemos certeza da participação de Londrina no projeto assim que soubemos o volume de gás natural disponível’’, garante.
Apesar disso, as lideranças de Londrina não tinham sido comunicadas oficialmente até agora. No final de janeiro, políticos e empresários estiveram em Curitiba reunidos com o presidente da Compagás, Luiz Bruel, pedindo a alteração do traçado inicial do gasoduto da Bolívia, que cortaria apenas as regiões Leste e Sul do Paraná. Na ocasião, Bruel informou que dificilmente haveria alteração na rota do gasoduto pela Petrobrás e chegou a sugerir como alternativa a construção de um segundo gasoduto.
Mas o presidente da Copel disse ontem que Londrina não seria deixada de lado. ‘‘Nunca pensamos em deixar a segunda maior cidade do Paraná de fora do traçado’’, garantiu. Segundo ele, a cidade terá um city gate - subestações responsáveis pela diminuição da pressão do gás. Curitiba e Ponta Grossa também terão estas subestações. A rede do gasoduto também passará por Campo Largo e Telêmaco Borba.
O suprimento do gasoduto será de 1,7 milhão de metros cúbicos de gás por dia para o Estado. ‘‘É um volume suficiente para abastecer 40 empresas do porte da Renault’’, exemplificou Hubert. A vinda do ramal para Londrina é um fator a mais na política de industrialização na região Norte. Além do gasoduto, as lideranças de Londrina reivindicam apoio do Estado na implantação do Plano de Desenvolvimento Industrial (PDI). ‘‘Para a atração de empresas são necessários recursos para a desapropriação dos terrenos’’, explicou ontem o secretário municipal de Planejamento, Luiz César Guedes. Além disso, empresários e políticos reivindicam parceria com o Estado para obras de ampliação e melhorias no aeroporto de Londrina. O fortalecimento do Iapar, a manutenção do ramo de agrometeorologia do Simepar (Serviço Meteorológico do Paraná) em Londrina, além de apoio para o Teleporto são outras reivindicações das lideranças.

mockup