Londrina vai ser sede da Feira Moda Paraná em 98
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terça-feira, 12 de agosto de 1997
Marcos Zanatta Maringá 
Marcos NegriniForça regionalO diretor da Folha, João Milanez, o presidente do Sivepar, José Cavicchioli, o presidente da Acil, Abílio Medeiros, o empresário Silvio Barros e o vice-prefeito de Londrina, Alex Canziani, em reunião que decidiu a realização da feira em Londrina no próximo anoA Feira Moda Paraná do próximo ano será realizada em Londrina, no mês de setembro. A decisão foi anunciada ontem durante a abertura da primeira edição da feira, no pavilhão do Parque de Exposições de Maringá. O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Abílio Medeiros, disse que as entidades envolvidas começam a trabalhar já para a mostra do próximo ano. Ele adiantou que os organizadores vão conhecer o possível local da feira ainda esta semana, e que a expectativa é reunir um número ainda maior de expositores depois do sucesso previsto para a mostra de Maringá.
A feira aberta ontem em Maringá reúne 130 empresas e já é considerada sucesso pelos sindicatos das indústrias de confecções de Maringá, Cianorte, Londrina e Apucarana, responsáveis pela promoção. Até ontem, 7.500 compradores de todo o Centro-Sul do País solicitaram credencial, pelo menos o dobro de visitantes previsto pelos organizadores. A idéia de parceria que nos parecia quase impossível hoje começa a se tornar realidade, disse o presidente da Associação Comercial e Industrial de Maringá, Hélio Costa Curta.
A primeira edição da Feira Moda Paraná, segundo o presidente do Sindicato do Vestuário de Maringá, Valdir Scalon, é a proposta de união do setor em toda a região para o momento de crise enfrentado pelas indústrias de confecções. Queremos mostrar que as nossas empresas estão preparadas para ampliar o mercado e mais que isso, produzir moda, afirmou. Ele destacou ainda a participação de todo segmento do setor na feira. Conseguimos reunir desde os grandes fornecedores de máquinas e equipamentos até os prestadores de serviços, o que nos dá mais força para superar a crise, disse.
Para o presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agrícolas do Paraná (Faciap), Farage Kouri, a Feira Moda Paraná é a prova de que a melhor saída no momento de crise é a união do setor. Ele lembra que a indústria do vestuário é a segunda em importância na economia nacional, mas não recebe a atenção necessária. A Feira Moda Paraná é o passo inicial para mostrarmos que o setor está unido e com produto diferenciado para sairmos juntos da crise, disse Kouri.
O secretário de Indústria, Comércio e Turismo de Maringá, Miguel Fuentes Salas, acredita que o sucesso da feira vai pressionar o governo estadual para a regulamentação da lei que cria o Pólo Têxtil e de Confecções na região. A lei foi sancionada há três meses e é prioritária para os municípios que têm boa parte da economia baseada na indústria do vestuário. Por isso queremos a lei e os benefícios já. Salas disse ainda, que junto com o pólo, os municípios têm que cobrar a implantação de uma Zona de Processamento Aduaneiro em Maringá, que vai beneficiar todo setor produtivo.
O presidente da Associação Brasileira do Vestuário (Abravest), Roberto Chaddad, diz que sempre defendeu a união das feiras regionais. É a única maneira de tornar o evento atrativo para o lojista, que não tem condições hoje de visitar diversas feiras durante todo o ano, explica. Ele afirma que o trabalho da Abravest sempre foi de unificar os eventos. De 44 feiras realizadas na década de 70 em todo o País, a entidade conseguiu reduzir para 12 grandes mostras. A do Paraná tem tudo para gerar resultados, já que a indústria daqui é forte e a região está em um ponto estratégico para fornecer aos grandes centros e também ao Mercosul, resume Chadad.


