O governo do Paraná pretende construir quatro termoelétricas para aproveitar o futuro fornecimento do gás natural que entrará no Estado pelos gasodutos da Argentina, Paraguai, Bolívia e ainda da reserva de Pitanga. O local das termoelétricas ainda está sendo definido, mas os municípios pré-escolhidos são Londrina, Araucária, Cascavel ou Pato Branco, e há ainda um projeto para a construção de uma termoelétrica no litoral, mas o estudo está suspenso até uma solução para questões ambientais. Nas demais regiões, as usinas estão na fase de ante-projeto.
O presidente da Copel, Ingo Hubert (foto), adiantou apenas Londrina como futura cidade-sede de uma das termoelétricas. ‘‘Seguramente a termoelétrica de Londrina sairᒒ, garantiu ontem aos empresários, no Palácio Iguaçu. Ele disse que a usina teria um potencial de geração de energia em torno de 400 megawatts e que o local exato da construção seria definido com base na conclusão do estudo de viabilidade econômica. O resultado do estudo será divulgado até dezembro.
O governador Jaime Lerner se mostrou favorável à instalação de uma termoelétrica na região Norte. ‘‘Sou um entusiasta da termoelétrica, porque temos que tornar a energia mais barata, aproveitando todo o potencial’’, afirmou Lerner, durante a reunião. Ele disse ainda que as termoelétricas fazem parte do projeto ‘‘estratégico’’ de desenvolvimento do Estado.
O custo de uma termoelétrica para a Copel é de R$ 300 milhões. A partir da aprovação do projeto para construir a usina, a obra estará concluída num prazo de quatro anos.

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