Betânia Rodrigues
De Londrina
Especial para a Folha
A 6ª Jornada Tecnológica Internacional de Londrina foi encerrada ontem com a assinatura de um termo de cooperação técnica e financeira que deverá repassar R$ 226.256,00 ao Plano Estratégico de Desenvolvimento Tecnológico da cidade. Integram este convênio a prefeitura municipal, a Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, a Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), o CNPq (Conselho Nacional de Pesquisa Científica e Tecnológica) e a Adetec (Associação de Desenvolvimento Tecnológico).
Segundo o coordenador executivo da Adetec, Tadeu Felismino, a verba deverá ser aplicada no projeto Londrina Tecnópolis nos próximos doze meses. ‘‘A maior dificuldade será o reconhecimento exato da realidade em termos de potencialidade e demanda de serviços de informação tecnológica’’.
Para o secretário de Estado da Ciência e Tecnologia, Ramiro Wahrhaftig, a inovação tecnológica desta região necessita fundamentalmente da criação de um curso de pós-graduação na área eletroeletrônica, que deverá ser oferecido em breve pela UEL (Universidade Estadual de Londrina), e instalação de pelo menos duas empresas de grande porte no setor.
‘‘O governo estadual já está em contato com várias empresas, mas por enquanto não temos qualquer novidade sobre essas negociações’’, disse o secretário. Wahrhaftig adiantou que no próximo ano a UEL receberá um repasse de verba 7% maior que o de 99. Em todo o Estado, o governo deverá investir cerca de R$ 300 milhões nas instituições de ensino superior.
Para o secretário, as regiões de Londrina-Maringá, Curitiba-Ponta Grossa e o triângulo Cascavel-Pato Branco-Foz do Iguaçu são as áreas com o maior potencial de desenvolvimento no setor de tecnologia de informação no Estado. Durante a 6ª Jornada Tecnológica foi consenso entre os participantes que a agregação de valores aos produtos é essencial para torná-los competitivos e economicamente viáveis.
De acordo com Wahrhaftig, essa é uma das pretensões do programa Paraná Agroindustrial, que deverá ter seu esqueleto básico concluído até o início de 2000. ‘‘Vamos incentivar principalmente os produtores do setor de carnes, suinocultura, aves, mandioca, milho e soja’’. O secretário-executivo do Ministério de Ciência e Tecnologia, Carlos Américo Pacheco, foi o representante do governo federal no evento. Segundo ele, a União vai investir no Londrina Tecnópolis R$ 56.288,00 através de bolsas de estudo para a contratação de pesquisadores.
‘‘Temos um duplo desafio para os próximos anos. O primeiro é expandir significativamente o número de vagas em cursos de nível superior e o outro é fazer com que as universidades produzam conhecimento que resultem em crescimento real para o País num curto período’’, afirmou Pacheco. Segundo ele, não adianta aumentar a produção nacional se ela não tiver valores competitivos no mercado externo. Para isso, deverá haver um investimento simultâneo em pesquisa e nas cadeias produtivas locais em busca da inovação tecnológica.Prefeitura, Estado, Fiep, CNPq e Adetec firmam convênio para promover o desenvolvimento tecnológico local
Josoé de CarvalhoREQUISITOSSecretário Ramiro Wahrhaftig, de Ciência e Tecnologia, diz que região precisa de um curso de pós-graduação na área eletroeletrônica e da instalação de empresas de grande porte do setor para impulsionar o desenvolvimento tecnológico

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