Londrina terá Parque Tecnológico
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sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Maigue Gueths<br> Equipe da Folha 
A Prefeitura de Londrina deve assinar, na próxima semana, um protocolo de intenções com a Pontifícia Universidade Católica (PUC-PR) e Federação da Indústria do Paraná (Fiep) para a instalação de um Parque Tecnológico na cidade. A parceria foi acertada, ontem, durante reunião, em Curitiba, quando o prefeito Homero Barbosa Neto (PDT) foi conhecer a experiência do Tecnoparque já existente em Curitiba.
O investimento necessário para a construção do Tecnoparque é estimado em cerca de R$ 50 milhões, recurso que seria captado junto a programas federais e iniciativa privada. Para Barbosa Neto, Londrina tem demanda suficiente para justificar uma obra deste porte. ''Temos, hoje, 15 instituições de nível superior, somos a cidade proporcionalmente com mais pessoas interligadas à internet no Brasil, só isso já proporciona grandes posibilidades de desenvolvimento para Londrina e região'', afirmou.
Em Curitiba, o PUCPR-Tecnoparque começou a funcionar há menos de seis meses e já reúne sete empresas, na área de saúde e da tecnologia da informação e comunicação. Só a empresa-âncora instalada no polo, a Nokia Siemens Networks (NSN), fornecedora de infraestruturas de telecomunicações da América Latina, abriu 300 postos de trabalho diretos, entre pesquisadores e desenvolvedores, e entre 1,5 mil a 2 mil postos indiretos.
Segundo o professor e diretor executivo da Agência PUC e Parque tecnológico, Luiz Márcio Spinosa, apesar de recém inaugurado, não há mais espaço para alojar outras empresas. A demanda, avalia ele, já é 80% superior ao espaço disponível, tanto que a universidade já avalia a possibilidade de ampliação.
Spinosa ressalta, ainda, a importância dessas empresas. ''É uma indústria limpa, de valor agregado, que gera receita e empregos, importante para o desenvolvimento da economia da sociedade'', diz. As empresas interessadas em aderir ao Tecnoparque são de base tecnológica de várias áreas do conhecimento, que dependem de inovação e precisam de competências na área de pesquisas. Por isso, o interesse em trabalhar em contato direto com pesquisadores e desenvolvedores da área acadêmica. Para Spinosa, pelas características de Londrina, a iniciativa deverá atrair na cidade empresas nas áreas de saúde, agronegócio, tecnologia da informação e da comunicação e serviços.
Já a participação da Prefeitura, no caso de Curitiba, veio na forma de incentivo fiscal às indústrias, que receberam isenção de IPTU por dez anos e redução do ISS de 5% para 2%. Em Londrina, provavelmente a prefeitura participará com a destinação de uma área para construção do empreendimento. O presidente da Fiep, Rodrigo Rocha Loures, salientou a importância da parceria entre as três instâncias: academia, prefeitura e empresários. ''Esta união cria uma plataforma atraente para as indústrias'', avalliou.


