Josoé de CarvalhoNegócio FechadoO prefeito Antônio Belinati assina termo de compromisso para vinda da empresa italiana, observado por Remo Veronesi, Oronzo Blasi e Alex CanzianiA indústria italiana EuroEco, que produz máquinas de tratamento de resíduos industriais e orgânicos, vai instalar uma unidade de montagem em Londrina a partir de janeiro do ano que vem. Um termo de compromisso para a vinda da empresa foi assinado no final da tarde de ontem pelo sócio da EuroEco, Oronzo Blase; pelo prefeito Antonio Belinati; pelo presidente do Programa Paraná Europa, Remo Veronesi; e pelo presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) e vice-prefeito Alex Canziani. Além de Oronzo Blasi, está em Londrina o diretor da empresa, Pasquale Iannello.
A Prefeitura pretende doar um terreno de 40 mil m2, na Cidade Industrial, para a construção da fábrica, que deve empregar cerca de 40 pessoas. O prazo para funcionamento é junho de 98. A matriz da empresa, que existe há 20 anos, fica em Roma e há fábricas em Salermo e Parma. Londrina será a primeira cidade fora da Itália a produzir equipamentos da EuroEco.
O industrial Oronzo Blasi disse que a intenção inicial era se instalar em São Paulo. Foi o presidente do Paraná Europa, Remo Veronesi, quem convenceu os empresários a investirem em Londrina. O projeto de instalação da indústria deve ser aprovado pela Comunidade Européia, dentro de um programa de financiamento para expansão fora da Itália. Segundo o advogado Sérgio Centa, que está fazendo consultoria para a empresa em Londrina, o projeto prevê investimentos de US$ 4 milhões para a fábrica na Cidade.
Essa unidade deve atender todo o Brasil e América Latina. Segundo o advogado, o sistema de tratamento residual da EuroEco é inédito no mundo. Com ele, os resíduos poluentes, como lodo, borra de tinta, óleo e graxa, são transformados em resíduos não-poluentes. ‘‘No Brasil, não há esse tipo de tratamento. Por isso, a empresa terá um grande mercado a explorar’’, explica. Os equipamentos podem processar de 1 a 4 metros cúbicos de resíduo por hora. A máquina serve para indústrias automotivas, de alimentação e metalmecânica. O advogado diz que a empresa não vende equipamentos, mas aluga para as indústrias que querem dar um tratamento ecológico aos dejetos.
Para divulgar o maquinário no Brasil, em julho chega uma máquina no Rio de Janeiro que será testada por empresas já contatadas pela EuroEco. O equipamento vai percorrer também os Estados de Minas, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. ‘‘É uma plataforma móvel que vai até o cliente’’. O resíduo tratado passará por avaliação do Ibama.
O prefeito de Londrina ressaltou que o trabalho do Paraná Europa e da Codel tem despertado interesse em investidores estrangeiros.
O presidente do Paraná Europa anunciou também que o presidente da Federação das Empresas da região da Emília Romana, Alberto Mantovani, virá a Londrina conhecer empresas dos setores de biomédica, têxtil/confecção, agroindústria, mecânica agrícola, alimentar e madeireiro. Essa Federação representa 430 mil indústrias. ’’É o início de uma grande arrancada’’, diz Veronesi. A vinda de Mantovani está prevista para 11 e 12 de junho.

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