Londrina terá indústria de palmito no próximo ano
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2001
Ana Paula Nascimento<Br>Reportagem Local 
O cultivo da palmeira-real-da-Austrália para produção de palmito está sendo considerada uma fonte alternativa para os pequenos e médios produtores. Segundo o produtor rural, João Viotto Neto, de Londrina, essa palmeira é plantada no Brasil há 50 anos como planta ornamental e somente nos últimos quatro anos sua exploração passou a ser direcionada para alimentação. A produtividade da palmeira-real-da-Austrália de 17 mil quilos/hectare é quase três vezes maior que a obtida pela palmeira pupunha, uma das variedades mais produzidas no Brasil.
Apostando no potencial comercial do produto, principalmente na região de Londrina, que possui solo e frequência de chuvas adequados para a produção da palmeira, João Viotto Neto implantou no mês de agosto a Palmitex do Brasil Ltda, empresa que objetiva desenvolver um projeto de integração para produção racional do palmito no Paraná.''Nossa região tem condições ideais para a produção desse palmito, que oferece uma renda líquida de R$ 25,9 mil/ha em um período de 54 meses'', disse João.
Para disponibilizar as mudas da palmeira a partir de agosto do ano que vem, ele adaptou sua propriedade rural, em Irerê, antes utilizada para confinamento de gado. ''A palmeira é muito resistente e não tem problema com pragas, mas no momento que a muda é retirada do viveiro para o solo, fica mais suscetível a geadas, sendo o plantio indicado do final de agosto até outubro'', informou João Viotto. A projeção da empresa é que em 2005 estejam sendo produzidas na propriedade 6,5 milhões de mudas.
A Palmitex está negociando as mudas a R$ 200,00/milheiro, com o pagamento de 20% do total contratado na assinatura do contrato, 15% em 30 dias, mais 15% em 60 dias, e a metade restante na entrega do produto. O contrato também inclui assessoria agronômica do plantio à colheita. ''Além disso, a venda de mudas está condicionada à garantia de venda do produto final à Palmitex, que também é uma garantia ao produtor, com multa de 30% do valor do contrato caso uma das partes não cumpra esse requisito '', disse.
Para 2002, o empresário está projetando a construção de uma indústria, ainda com local não definido, para o processamento do palmito de palmeira-real-da-Austrália. Em maio, técnicos do Instituto de Tecnologia de Alimentos (Ital), de Campinas, devem vir a Londrina para estudo técnico de implantação da indústria. Mais informações pelo telefone (43) 341-2595.


