Londrina terá excedente de 440 Mwh a partir de julho
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quarta-feira, 06 de junho de 2001
Cláudia LopesDe Londrina 
A partir do próximo mês Londrina terá disponibilidade para enviar entre 300 megawatts a 440 megawatts para a região Sudeste. Esta é a carga excedente do novo banco de transformadores da subestação da Eletrosul no distrito de Irerê, que começa a funcionar no próximo dia 30.
Fabricado em Guarulhos (SP), o terceiro transformador que vai formar o novo banco chegou ao município ontem à tarde, numa carreta que circulou pelas rodovias em velocidade máxima de 30 quilômetros por hora. O sistema vai duplicar a capacidade de transmissão de Londrina. Hoje a carga é de cerca de 670 megawatts. O novo banco vai transformar outros 670 megawatts.
O total 1.340 megawatts representa cerca de 33% da energia elétrica consumida no Paraná mensalmente, que é 3.500 megawatts. O Norte do Estado consome 900 megawatts por mês. A região Sul exporta para o Sudeste entre 2.200 megawatts (de madrugada) a 1.200 megawatts (no horário de pico). O pico do consumo acontece às 19 horas.
A Eletrosul está gastando cerca de R$ 22 milhões em obras e equipamentos, segundo o diretor técnico da empresa, Carlos Roberto Gallo. O prazo de retorno do investimento é de 30 anos. Há anos a subestação vem operando com sobrecarga, problema que foi detecetado pelo Comitê Coordenador para Planejamento de Expansão do Ministério das Minas e Energia, orgão responsável pelo cronograma das obras.
A Eletrosul é uma transmissora de energia do grupo Eletrobrás, que opera no Sul do País e no Mato Grosso do Sul. Na regional, a empresa tem sete subestações que ficam em Londrina, Ivaiporã, Campo Mourão, Curitiba, Salto Santiago, Salto Osório e Canoinhas (SC).
Nessas subestações é que a energia é transformada de uma tensão elétrica de 525 mil volts para 230 mil volts. Trazemos a energia numa tensão alta para otimizar a rede, explicou o gerente da Eletrosul em Londrina, Marcos Benedetti.
A Eletrosul faz as ligações entre as empresas geradoras de energia (Gerasul e Copel, no Paraná) e a distribuidora (Copel). Para usar a rede, a distribuidora paga pelo transporte. O valor depende da importância da linha e quantidade de energia transmitida. O pagamento é feito via Operadora Nacional do Sistema (ONS), criada há cerca de dois anos para regular o sistema elétrico brasileiro e que é responsável pelos contratos entre as empresas. A transformação para 110 volts é feita pelas distribuidoras, explica Benedetti.


