Até março do próximo ano as instalações da Pepilon Indústria de Cosméticos, de Londrina, deverão ser transferidas de sua atual sede para o Condomínio Industrial Francisco Sciarra, na região leste. Juntamente com esta indústria, que emprega 45 funcionários e tem um faturamento previsto para este ano de R$ 6 milhões, o condomínio deverá abrigar entre 25 a 40 pequenas e médias empresas. O empreendimento representa um modelo relativamente novo no Brasil, na medida em que reúne várias indústrias que dividem infra-estrutura, buscando redução de custos e maior competitividade.
‘‘Entendemos que se trata de uma forma viável da pequena e média empresa se estabelecer’’, afirma o proprietário da Pepilon, Herson Rodrigues Figueiredo Júnior. Há 36 anos atuando no setor de cosméticos, a empresa busca agora a expansão de suas atividades. Os planos, informa Figueiredo Júnior, prevêem a entrada no setor farmacêutico, através da fabricação de embalagens plásticas de fitoterápicos. Outra investida da Pepilon é no mercado de shampoos e cosméticos para animais de estimação, os chamados Pets.
A mudança para o condomínio se dá no momento em que a empresa amplia investimentos e necessita de mais área. Se tudo correr bem, informa o proprietário, em 24 meses a indústria ampliará seu quadro de pessoal em mais 30 funcionários. Para ele, a idéia de condomínio é interesssante para o pequeno e médio empresário porque barateia a produção. ‘‘Se conseguirmos baixar nosso custo operacional em 5% já estará ótimo’’.
O presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), José Cândido Miller Júnior, confirmou ontem que a prefeitura entrega o condomínio às empresas selecionadas até março do próximo ano. Até lá, a prefeitura deverá definir o número exato de empresas e qual será a participação do poder público. Segundo ele, o investimento inicial está estimado em R$ 600 mil. ‘‘A tendência é a prefeitura dar um apoio, além da área para cada empresa, para alavancar o condomínio nesta fase inicial’’, afirma Miller.
Segundo ele, todas as empresas selecionadas passaram por uma consultoria do Sebrae e contam com liberação do Instituto Ambiental do Paraná (IAP) para iniciarem a produção.
O condomínio tem uma área total de 110,60 mil metros quadrados e foi devolvido à prefeitura em março deste ano pelo grupo Brahma, com base na lei municipal de doação de áreas para investimentos, depois que o grupo desistiu de construir uma fábrica da Pepsi em Londrina.

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