Londrina terá cidade industrial integrada à sua área urbana
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sábado, 18 de outubro de 1997
Bete Fagundes Londrina 
César AugustoEspaço do trabalhadorJorge Wilheim: O espaço industrial tem que ser antes de tudo uma cidade. As ruas têm que ser vivasO arquiteto e urbanista Jorge Wilheim, 69 anos, deve apresentar na terça-feira o estudo preliminar da Cidade Industrial de Londrina - CIL. Ou Cidade Empresarial. Não se sabe ainda como será chamado o local que a prefeitura vai urbanizar para atrair indústrias. Para o autor, Cidade Empresarial é o nome mais simpático e condiz com a sua proposta. Vamos criar um espaço agradável, totalmente integrado ao restante da cidade, com ruas vivas, escritórios, empresas, bosques e lagoas, revela o consultor, contratado pela prefeitura há cerca de três meses para montar o projeto, desenhar a Cidade. Wilheim visualizou diferentes instalações na área, como um centro tecnológico, shopping e sedes para Sesc, Senai, Sesi. Ele, que acorda com passarinhos em pleno centro de São Paulo, porque ele mesmo arborizou a rua - rua sem saída, admitiu em entrevista à Folha, na última terça-feira, que as cidades estão muito deterioradas. Existe uma espécie de erosão dos valores urbanos, afirmou. E ele é um dos poucos que lutam contra isso. Wilheim é respeitado internacionalmente não só por assinar grandes obras urbanas, mas também por ter coordenado políticas habitacionais e planejado, e levado ao mundo, a 2ª Conferência das Nações Unidas sobre Assentamentos Humanos. Dia 28 de novembro ele entrega o projeto da Cidade Industrial (ou Empresarial) de Londrina. Na entrevista ele fala do Brasil urbano do próximo século, da economia globalizada, dos empresários, dos trabalhadores. Veja os trechos mais importantes.


