Londrina terá ao menos R$ 200 mi em licitações
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terça-feira, 31 de março de 2015
Nelson Bortolin<br>Reportagem Local 
Ao menos R$ 200 milhões devem ser gastos por 29 empresas ou instituições públicas de Londrina neste ano na compra de uma série de produtos e serviços que podem ser fornecidos por empresas da própria cidade. O levantamento é do programa Compra Londrina iniciativa do Sebrae, do Observatório de Gestão Pública de Londrina, da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), entre outras entidades, cujo objetivo é incentivar as empresas locais a participarem de licitação.
A pesquisa envolve produtos de 22 áreas como alimentos, combustíveis, pneus, informática, móveis, produtos de limpeza, remédios, serviços de agências de viagens, de locação de veículos, de jardinagem, de material gráfico, de segurança e de manutenção.
Um dos coordenadores do projeto, o consultor do Sebrae Sérgio Ozório, estima que o valor das compras públicas pode chegar a R$ 1 bilhão. "Fazemos estas projeções porque apenas 29 das 60 empresas e instituições listadas por nós responderam à pesquisa", conta.
A coleta de dados foi feita pessoalmente e por e-mail entre os meses de setembro e novembro de 2014. E mostrou que 72,4% dos compradores públicos fazem compras em Londrina. No ano passado, no momento em que responderam ao levantamento, eles haviam comprado pouco mais de R$ 309 milhões. E projetaram 35% a menos para 2015.
Segundo Ozório, não é possível afirmar que a redução esteja relacionada ao momento econômico e a contingenciamento de verbas pela Prefeitura, Estado e União. "Se nós entrarmos em contato hoje com esses entrevistados pode ser que o valor projetado até o final do ano seja muito maior", afirma.
O secretário de Gestão Pública do Município, Rogério Dias, não reconheceu o número atribuído pela pesquisa às compras da Prefeitura, estimado em R$ 21,7 milhões para 2015. Segundo ele, o valor é muito maior, mas, no momento, em que atendeu à reportagem não dispunha dos números corretos.
O Compra Londrina prevê que a Prefeitura irá gastar R$ 2,1 milhões em pneus, R$ 1,2 milhão em serviços de agências de viagens, R$ 1,4 milhão em serviços de alimentação e R$ 17 milhões em serviços de limpeza. Não há estimativa para a compra de produtos como alimentos, combustíveis, equipamentos de informática, entre outros.
Dias conta que a Prefeitura tem se empenhado para fazer com que as empresas locais participem das licitações. Mas que a participação ainda está aquém do esperado. De acordo com ele, nos últimos meses o Município abriu 33 processos licitatórios tendo como base a lei federal 147, que privilegia as micro e pequenas empresas em certame de até R$ 80 mil. "Pelo menos seis já deram desertas (não houve interessados)", afirma o secretário.
O proprietário da microempresa Aseo Distribuidora Química, Leonardo Lopes Garcia, não deixa de participar de licitações desde que se inscreveu para a primeira, há um ano e meio. Ele diz que teve de "ler uma Bíblia", mas que valeu a pena. "A experiência é gratificante e exige da empresa um processo de profissionalização, de qualificação", declara. Garcia já forneceu sabonete e papel para o Sebrae e o Iapar. "O bom de ter um contato desses é saber que sua empresa terá uma receita garantida por um determinado tempo", ressalta.



