Londrina terá 2º cemitério particular
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quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Gisele Mendonça<br>Reportagem Local 
Com investimentos iniciais de R$ 6 milhões, um grupo de empresários está construindo um cemitério particular em Londrina. A obra começou no mês passado e deve ficar pronta no prazo de um ano. Com projeto arquitetônico arrojado, o Cemitério Metropolitano Parque das Allamandas - com área privativa de 72 mil metros quadrados - será localizado na Gleba Cambé, na Rua Joana Rodrigues Jondral, próximo à Companhia Cacique de Café Solúvel (Zona Oeste).
Serão 18 mil jazigos, com três gavetas cada, totalizando 54 mil. Deste total, 5% serão destinados à Prefeitura para o atendimento de pessoas carentes. José Rodrigo Neves, um dos sócios no negócio, afirma que o projeto vem sendo planejado há mais de dez anos, mas começou a se concretizar em 2007, depois de levantamentos e pesquisas de mercado.
''A ideia surgiu da necessidade que Londrina tem de jazigos. A cidade possui hoje cinco cemitérios públicos e um particular (Parque das Oliveiras, construído na década de 1960). Os públicos somam 23,5 mil jazigos, mas sabemos que já estão saturados, tendo em vista o tamanho da cidade. A média é de 350 falecimentos por mês'', diz.
Segundo Neves, o grupo visitou os principais cemitérios do país e optou pela construção de um empreendimento com características inéditas, pela qualidade espacial e conforto aos usuários. O projeto contempla um grande saguão de estar, cinco salas para velórios, jardins internos, lanchonete, floricultura, instalações sanitárias, área administrativa, salão ecumênico, áreas para estacionamento interno e externo, espaço para grandes celebrações, áreas externas com recantos de permanência, contemplação e reflexão, salas para atendimento aos familiares enlutados, entre outros.
O empresário informa que houve a elaboração do EIA/RIMA - Estudo de Impacto Ambiental / Relatório de Impacto ao Meio Ambiente - para garantir a proteção ao meio físico. ''No entorno do cemitério teremos poços de coleta para monitoramento da qualidade da água'', conta. Também foram buscadas soluções de sustentabilidade. Alguns exemplos são o recolhimento de água da chuva (para irrigação de jardins, limpeza e uso nas bacias sanitárias) e boa ventilação nas salas de velório para evitar o uso de ar condicionado.
Conforme Neves, os jazigos custarão a partir de R$ 3,5 mil e haverá possibilidades de parcelamento. Também será cobrada uma taxa (anual ou semestral) de manutenção. ''Ainda estamos acertando esses detalhes. Mas a nossa intenção é atender todas as classes sociais'', diz o empresário. Ele ainda não sabe quando poderão ser realizados sepultamentos no local, pois mesmo depois de a obra finalizada é preciso liberação por parte da Administração de Cemitérios e Serviços Funerários de Londrina (Acesf). ''Esperamos que seja rápido''.
A segunda etapa do empreendimento, ainda sem data para começar, compreende a área administrativa. Questionado sobre o retorno do investimento, Neves afirma que ''sem dúvida, (o cemitério) é um negócio rentável, mas o retorno vem a longo prazo''.


