Londrina mantém presença de peso entre as maiores empresas do Brasil, com sete companhias sediadas no município listadas na edição 2026 do ranking Valor 1000, que considera os resultados financeiros de 2025. Juntas, Grupo Muffato, Cooperativa Integrada, Adama, Grupo Plaenge, Cacique, Conasa e A. Yoshii Engenharia movimentaram mais de R$ 35 bilhões em receita e representam setores estratégicos para a economia local, como varejo, agronegócio, indústria, construção, alimentos e infraestrutura.

Em comparação com a edição anterior, cinco das sete empresas londrinenses avançaram posições no ranking. Os destaques foram o Grupo Muffato que entrou no Top 100, ao passar do 101º para o 92º lugar, e a Cooperativa Integrada, que saltou da 220ª para a 186ª colocação e passou a figurar entre as 200 maiores empresas do país.

Imagem ilustrativa da imagem Londrina tem sete empresas entre as maiores do Brasil
| Foto: Gerado por IA/Gemini

A lista, porém, encolheu. Duas empresas que apareciam na edição anterior deixaram de figurar entre as mil maiores: a Belagrícola, que enfrenta um processo de recuperação extrajudicial, e o Grupo GDM. Com isso, Londrina passou de nove representantes para sete.

Muffato entra no grupo das 100 maiores

O Grupo Muffato é novamente a empresa londrinense mais bem colocada no ranking. A companhia subiu nove posições, da 101ª para a 92ª colocação, e registrou receita líquida de R$ 15,767 bilhões em 2025, crescimento de 12,9% em relação ao ano anterior.

O grupo, que atua no comércio varejista com as bandeiras Super Muffato e Max Atacadista, vem ampliando sua presença no Sul e Sudeste do país. Além da expansão física, a companhia tem investido em tecnologia, comércio eletrônico e novos formatos de operação.

O resultado também coloca o Muffato entre as maiores empresas varejistas do Brasil e reforça o peso do setor de comércio na economia de Londrina. “Para nós é uma honra estar no ranking que traz empresas do Brasil todo, que também admiramos, e representar em nível nacional o nosso Estado do Paraná, onde estão nossas raízes. Acreditamos que é fruto da sólida trajetória que construímos com consistência no trabalho e com o compromisso que temos de seguir crescendo para o desenvolvendo das regiões onde estamos presentes”, disse o diretor do grupo, Everton Muffato.

Integrada avança e entra no Top 200

Outro destaque é a Cooperativa Integrada, que avançou 34 posições no ranking nacional, passando do 220º lugar, na edição anterior, para a 186ª colocação em 2026. Com o resultado, a cooperativa entrou no grupo das 200 maiores empresas do país. Entre as cooperativas do Paraná, também avançou, da sétima para a sexta posição.

A Integrada registrou receita líquida de R$ 8,013 bilhões em 2025, crescimento de 30,4% em relação ao ano anterior. O lucro líquido foi de R$ 42,8 milhões, alta de 12,2%.

Para o diretor-presidente da cooperativa, João Francisco Sanches Filho, o resultado reflete as medidas adotadas para enfrentar um ano de desafios no agronegócio e aumentar a eficiência da empresa. “2025 foi um ano de desafios e avanços importantes. Adotamos medidas estratégicas para fortalecer a cooperativa, aumentar a eficiência e manter a proximidade com nossos cooperados. Avançar 34 posições no Valor 1000 e entrar para o grupo das 200 maiores empresas do país é motivo de orgulho e resultado do trabalho conjunto de colaboradores e cooperados, além da execução da nossa estratégia, com foco em crescimento sustentável, inovação e geração de valor”, afirma.

A cooperativa também mantém investimentos em tecnologia, inovação e novas oportunidades de negócios, com os cooperados como parte central das decisões.

Construção mantém duas representantes

O setor de empreendimentos imobiliários continua com duas empresas londrinenses entre as maiores do país. O Grupo Plaenge aparece na 389ª colocação, contra a 401ª na edição anterior, enquanto a A. Yoshii Engenharia passou da 750ª para a 676ª posição.

A Plaenge registrou receita líquida de R$ 3,223 bilhões em 2025, avanço de 9,6%. O lucro líquido foi de R$ 217,2 milhões, alta de 15,6%. Com atuação no Brasil e no Chile, o grupo mantém Londrina como uma de suas principais bases e está entre as maiores empresas do setor imobiliário do país.

Para o sócio-diretor Alexandre Fabian, a trajetória de 13 anos no topo do ranking regional reflete a solidez construída pela Plaenge ao longo de mais de cinco décadas de operação e os valores que fundamentam a cultura da empresa. "Nossa solidez nasce de princípios que herdamos do fundador e que seguem vivos em cada área da empresa. Esses valores sustentam cada decisão e explicam por que continuamos crescendo de forma consistente", afirma.

Fabian ressalta ainda que o pensamento de longo prazo, um dos pilares da cultura organizacional, se traduz em decisões conservadoras e visão estratégica. "A consistência financeira é resultado de um modelo de gestão que privilegia a segurança e a qualidade. Crescemos com planejamento a cada novo passo e foco na construção da confiança dos clientes e da credibilidade do mercado", conclui.

A A. Yoshii também apresentou avanço expressivo. A companhia subiu 74 posições e alcançou receita líquida de R$ 1,577 bilhão, crescimento de 22,2%. O lucro líquido chegou a R$ 183 milhões, alta de 33,4%.

O desempenho das duas construtoras ocorre em um cenário de expansão do mercado imobiliário, mantendo a construção civil como uma das atividades de maior projeção entre as empresas de grande porte sediadas em Londrina.

Indústria e alimentos

Na indústria, a Adama aparece na 355ª posição, 20 lugares abaixo da colocação registrada na edição anterior, quando ocupava o 335º lugar. A empresa teve receita líquida de R$ 3,558 bilhões em 2025, queda de 2,7%.

A companhia atua no segmento químico e petroquímico, com forte presença na produção e comercialização de soluções para proteção de cultivos. Apesar da redução da receita, a Adama permanece entre as maiores empresas do país e é uma das principais representantes da indústria ligada ao agronegócio com sede em Londrina.

Na área de alimentos e bebidas, a Cacique foi outro destaque. A empresa avançou 98 posições, passando do 630º para o 532º lugar. A receita líquida chegou a R$ 2,142 bilhões, alta de 32,1%, enquanto o lucro líquido foi de R$ 19,7 milhões, crescimento de 120,9%.

Tradicional produtora e exportadora de café solúvel, a Cacique mantém forte presença no mercado internacional e tem sua trajetória diretamente ligada à importância histórica e econômica do café para Londrina e o Norte do Paraná.

Conasa se mantém estável no ranking

No segmento de infraestrutura, a Conasa aparece na 605ª colocação, praticamente estável em relação à edição anterior, quando ocupava o 604º lugar. A empresa registrou receita líquida de R$ 1,823 bilhão em 2025, crescimento de 7%.

A companhia atua em áreas como saneamento, concessões rodoviárias e outros serviços de infraestrutura. Apesar do avanço da receita, apresentou resultado líquido negativo de R$ 261,8 milhões no período.

Ainda assim, a Conasa permanece entre as mil maiores empresas brasileiras e mantém Londrina representada em um setor estratégico para investimentos e prestação de serviços essenciais.

Belagrícola e GDM deixam a lista

A redução do número de empresas londrinenses no ranking é explicada pela saída da Belagrícola e do Grupo GDM, que estavam entre as representantes da cidade na edição anterior.

A Belagrícola, uma das principais empresas do agronegócio com sede em Londrina, enfrenta um processo de recuperação extrajudicial. A companhia havia aparecido na 274ª posição no Valor 1000 de 2025, que considerava os resultados de 2024.

Também deixou a lista o Grupo GDM, que ocupava a 449ª colocação na edição anterior. A empresa atua no desenvolvimento e melhoramento genético de sementes e tem forte presença no mercado agrícola.

Mesmo com a saída das duas companhias, o novo ranking mostra que Londrina continua com um grupo diversificado de grandes empresas. As sete representantes somam receitas líquidas de aproximadamente R$ 36,1 bilhões em 2025, considerando os valores apresentados no ranking.

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