Reforçando a opinião já emitida em outras entrevistas, Mauro Viecili acredita que Londrina ainda vive situação privilegiada com relação ao restante do País. Segundo dados passados pelo gerente do Sine, entre janeiro e julho deste ano foram admitidos 32.158 trabalhadores, contra 30.775 demissões. O saldo é positivo em 1.383 vagas.
Apesar de reconhecer que o superávit de oportunidades de emprego é baixo quando levado em consideração o porte de Londrina, Viecili lembra que a situação no restante do Brasil é ainda pior. ''É só observar as estatísticas do Dieese.'' Segundo o departamento, Curitiba, por exemplo, mantém taxas atuais de desemprego na casa dos 13%.
Os segmentos de construção civil e vestuários devem colaborar para a criação de mais vagas de emprego na cidade, segundo Viecili. No entanto, o gerente do Sine cobra do empresariado mudanças de atitude com relação à valorização do capital humano. Números da agência apontam para uma redução da média salarial na cidade de R$ 700,00 para R$ 450,00 nos últimos dois anos.
''Com a suposta isenção de impostos e flexibilidade de horários, aliada à baixa valorização da mão-de-obra encontrada na cidade, é fácil entender o crescimento da informalidade'', afirma Viecili. ''E para combatê-la, só aumentando o poder de compra do trabalhador''. (A.M.)

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