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Londrina tem saldo positivo de 859 vagas de emprego


Mie Francine Chiba - Grupo Folha
Mie Francine Chiba - Grupo Folha

Londrina encerrou o segundo mês consecutivo de saldo positivo no emprego após saldo negativo no mês de maio. Em julho, a cidade gerou 859 vagas de emprego - resultado de 6.804 admissões e 5.945 demissões -, contra 1.287 em junho. O número representa um crescimento de 0,56% na comparação com o mês anterior e colocou o município no terceiro lugar na geração de empregos no Estado, atrás de Curitiba (4.440) e Maringá (1.009). Todos os cinco setores pesquisados apresentaram saldo positivo em Londrina, com destaque para Serviços (403), Indústria (192) e Comércio (163).


 

Londrina tem saldo positivo de 859 vagas de emprego
Lis Sayuri/ 27-05-14
 


Os dados são do o Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), divulgados nesta quinta-feira (26) pelo NuPEA (Núcleo de Pesquisas Econômicas Aplicadas) da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal) campus Londrina.


No ano, a cidade ficou com saldo positivo de 5.411 postos de trabalho (47.490 admissões e 42.079 demissões), com variação de 3,64% em relação a junho.


O município liderou a criação de empregos formais na RMLo (Região Metropolitana de Londrina). Na região, apenas Rolândia teve redução. Ibiporã foi a cidade que teve maior crescimento nas vagas de emprego (0,96%) em relação ao mês anterior.


No total, a RMLo ficou com saldo positivo pelo sétimo mês consecutivo. Em julho. foram gerados 1.339 postos de trabalho na região, resultado de 10.754 admissões e 9.415 demissões. Os setores que mais se destacaram foram Serviços (592), Indústria (391) e Comércio (246).


De janeiro a julho, a RMLo acumula 10.484 vagas de emprego geradas (76.349 contratações e 65.865 demissões).


"Os empresários estão mais confiantes e isso se reflete no emprego. Quando as vagas de trabalho aumentam significa que os empresários estão dispostos a investir no próprio negócio, reequilibrando um cenário que foi muito abalado com a pandemia. O resultado é positivo para toda a cidade, todo o estado e todo o país, pois emprego gera renda e desenvolvimento", diz a presidente da Acil (Associação Comercial e Industrial de Londrina), Márcia Manfrin. Para ela, os dados do Novo CAGED mostram o fortalecimento da economia municipal com a normalização do horário do comércio e o avanço da vacina.


INDÚSTRIA

"Em Londrina e no Paraná está um movimento de aquecimento do setor industrial", destaca Marcus Von Borstel, vice-presidente da Fiep em Londrina. "O setor industrial londrinense e paranaense tem crescido com essa constância, como uma retomada da economia brasileira", ele completa. Segundo Von Borstel, o aumento das exportações também deve causar impactos positivos ao setor. 


No Paraná, o setor industrial gerou 2.844 empregos, uma queda de 25% em relação ao mês anterior e de 57% em relação ao mesmo mês do ano passado. No ano, o setor acumula saldo de 37.455 vagas, valor seis vezes maior que no ano passado. O economista da Fiep (Federação das Indústrias do Paraná), Evânio Felippe, ressalta entretanto que as datas não podem ser comparadas, porque caracterizam dois momentos diferentes da pandemia.


Em julho, dos 24 segmentos da indústria avaliados, apenas três demitiram mais do que contrataram: fumo, máquinas, aparelhos e materiais elétricos, e fabricação de produtos farmoquímicos e farmacêuticos. O setor alimentício liderou o ranking dos que geraram mais empregos com mais de 800 novas admissões, seguido por madeira (383), confecções e artigos do vestuário (351), móveis (339) e automotivo (266).


“A vagas no mercado de trabalho estão condicionadas ao ritmo de produção nas indústrias, que este ano acumula alta de 18% no primeiro semestre. Quanto mais acelerada a atividade, mais pessoas conseguem emprego”, explica Felippe. Mas ele alerta sobre algumas medidas macroeconômicas podem atrapalhar essa dinâmica até dezembro. “Fatores como o fim dos programas de auxílio emergencial do Governo Federal podem reduzir o consumo e a demanda nos setores de comércio e serviços. Isso reflete diretamente na produção dentro das fábricas”, avalia.


Outro fator é o aumento da taxa de juros Selic para tentar conter a inflação elevada no país. "O custo dos investimentos e para contratar capital de giro ficaram mais caros e isso pode afetar a produção e o ritmo de contratações nas empresas”, completa. O economista também avalia que o agravamento da crise hídrica pode gerar racionamento de energia e assim comprometer as operações. “Se houver rodízio não há como não reduzir a produção nas indústrias.”


PARANÁ

Em todo o País, 27 Unidades Federativas apresentaram saldo positivo. O Paraná teve o quinto maior saldo, com geração de 14.492 vagas de trabalho e evolução de 0,51% em relação ao mês anterior.

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