Londrina tem menos pobres que média do Estado
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domingo, 04 de dezembro de 2011
Victor Lopes <br>Reportagem Local 
Londrina possui quase 3.592 mil famílias que sobrevivem apenas com até R$ 136,25, ou 1/4 de salário mínimo per capita por mês. O levantamento foi realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), através do Censo 2010, e aponta que a cidade possui 2,24% das 159,6 mil famílias nesta situação, menos da metade da média estadual, que é de 4,73%.
Mas na comparação com Curitiba e Maringá, Londrina leva desvantagem. Na capital do Estado, são apenas 1,26% das famílias que sobrevivem com a renda mais baixa e, em Maringá (Noroeste), apenas 0,94%.
Em contrapartida, os números do Censo 2010 também mostram que Londrina possui um percentual grande de famílias que têm renda acima de 5 salários mínimos per capita. A cidade possui 12.551 famílias (7,86% do total) neste patamar elevado de renda, contra 9.215 famílias (7,89%) em Maringá e 134.871 famílias (13,95%) na Capital. A média mensal no Paraná é de 5,01% das famílias com este poder aquisitivo.
De acordo com a secretária de Assistência Social de Londrina, Jacqueline Marçal Micali, 12.657 famílias londrinenses estão inseridas no Cadastro Único que recebem benefícios como o Bolsa Família nacional e o Bolsa Municipal. Destas, 10 mil famílias estão em situação de extrema pobreza, ou seja, recebem até R$ 70 per capita por mês.
A secretária explica que as famílias estão bem espalhadas pelos bolsões das periferias, principalmente na Região Leste, como por exemplo no Santa Fé e o Morro do Carrapato, e Região Sul, confirmando os números do Censo (ver quadro). Ela salienta que, para que o município consiga retirar estas famílias da extrema pobreza, o trabalho não pode ficar apenas no repasse das bolsas assistenciais. ''Estamos tentando trabalhar na questão da habitação, como podemos ver no residencial Vista Bela, na educação e saúde de forma conjunta.''
Vale dizer que a grande maioria destas famílias tem o número de membros elevados e que só agora estão começando a ter acesso às políticas públicas. ''A grande questão é que é preciso investir em diversas frentes ao mesmo tempo para conseguir tirar estas famílias da linha da pobreza. Outro fator é que romper com este ciclo de pobreza é algo gradativo, que acontece a médio e longo prazos'', relata.
A FOLHA tentou durante toda a sexta-feira conversar acerca do levantamento do IBGE com o presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Mario Kumagai, mas ele não atendeu e não retornou as ligações.


