Londrina tem menos opções
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quarta-feira, 13 de outubro de 2004
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
O encerramento das atividades da Vasp em Londrina é preocupante porque reduz as opções dos passageiros, que também correm o risco de pagar mais. De acordo com a diretora-executiva do Convention & Visitors Bureau, Maitê Uhlmann, essa notícia era esperada devido ao comportamento de risco apresentado pela empresa nos últimos meses em todo Brasil. ''Quem costumava viajar pela Vasp sabia que as aeronaves estavam sucateadas, os funcionários desmotivados e a logístisca totalmente ultrapassada'', explicou.
Para o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil) José Augusto Rapcham, a diminuição da concorrência afetará, principalmente, o turismo de eventos que depende muito do transporte aéreo. Embora a empresa garanta o reembolso das passagens adquiridas antecipadamente, Rapcham acredita que alguns clientes comprarão um novo bilhete antes da devolução do dinheiro devido à urgência e a provável demora no processo.
Apesar do transtorno financeiro e administrativo, a Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav/Paraná) não recebeu qualquer reclamação contra a Vasp. De acordo com a delegada regional Flávia Reis, muitas agências deixaram de trabalhar com ela por causa dos constantes atrasos e cancelamentos de vôos. Há muito tempo, a Vasp também não fazia acordos com empresas internacionais que necessitam de parceiros para transportar seus passageiros dentro do território brasileiro. ''Situação pior é daqueles que precisam embarcar para o exterior pelo aeroporto de Guarulhos, em São Paulo. Por causa dos horários, a Vasp era a companhias aérea mais procurada por essa clientela que, a partir de agora, dependerá de uma única empresa'', concluiu.


