A arrecadação federal na região de Londrina foi a que mais cresceu em percentagem no Estado no primeiro semestre do ano. Nos primeiros seis meses foi registrado aumento de 45% no recolhimento de impostos, enquanto no Paraná o crescimento foi de 17%. Na região da Delegacia da Receita Federal de Londrina (que compreende 63 municípios) a arrecadação ultrapassou os R$ 960 milhões. Em seguida, a delegacia que atingiu melhor desempenho porcentual foi a de Cascavel (+36%), seguida pela Inspetoria da Receita Federal de Curitiba, que é responsável pelos tributos aduaneiros (+28%) e delegacia de Maringá (+26%).
No Brasil a arrecadação cresceu 15%. O resultado regional positivo é atribuído à transferência de domicílio administrativo e tributário de uma empresa de grande porte para a região e com atuação representativa em todo o território nacional. Esta transferência ocorreu em maio do ano passado e, por enquanto, o impacto tem sido bastante alto porque não há parâmetros de comparação. Também foram registrados aumento do faturamento de empresas já instaladas na região, principalmente, ligadas ao agronegócio e crescimento da renda dos trabalhadores assalariados. Na região são cerca de 35 mil empresas.
Em porcentagem, a arrecadação que mais cresceu na região neste primeiro semestre foi o recolhimento do PIS/Pasep. O pagamento do tributo aumentou 67%, saindo de R$ 56 milhões para R$ 94 milhões. Em seguida, o Imposto de Renda (Pessoa Física e Jurídica) aumentou 54%; a Cofins (+45%), o Imposto sobre Produtos Industrializados (+44%) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (+13%). As contribuições previdenciárias tiveram acréscimo de 13% nos primeiros seis meses, o que gerou uma receita de mais de R$ 452 milhões.
Fiscalizações - Neste ano a delegacia da Receita de Londrina já concluiu fiscalizações em cinco empresas de grande porte que geraram cerca de R$ 20 milhões em autuações. Também foram averiguadas 48 pequenas e médias empresas com multas de R$ 23,5 milhões. Ações contra pessoas físicas renderam ao fisco R$ 3,1 milhões. Ainda está em andamento fiscalizações contra 11 grandes empresas, mas que geraram R$ 344 milhões em autuações; 68 pequenos e médios empreendimentos com multas de R$ 3,3 milhões e 58 contra pessoas físicas no valor de R$ 7,8 mil.
Segundo o delegado da Receita de Londrina Sérgio Gomes Nunes, a maioria das empresas fiscalizadas é da cidade e dos seguintes segmentos: comércio, prestação de serviços, indústria, transporte e construção civil. Entre as pessoas físicas estão sendo averiguadas declarações de ajuste de proprietários e dirigentes de empresas, profissionais liberais, funcionários públicos, profissionais de ensino e técnicos e profissionais autônomos. ''Nosso foco é fiscal mas as investigações podem mostrar a ocorrência de outros crimes'', salienta.

mockup