Londrina tem campanha contra tarifa telefônica
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segunda-feira, 04 de agosto de 2003
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
O Conselho Comunitário da Região Leste de Londrina pretende coletar cerca de 50 mil assinaturas na cidade contra a cobrança da assinatura básica do serviço telefônico. De acordo com o presidente da entidade Geraldino Batista do Nascimento, o objetivo do abaixo-assinado é respaldar um projeto de lei que reivindica a eliminação da taxa e a devolução do dinheiro aos usuários. ''Legalmente, isso é possível, mas depende do empenho da população'', explicou Nascimento que pretende enviar o documento aos senadores do Paraná e ao Ministério Público.
Para alcançar seu objetivo, o Conselho quer o apoio de sindicatos de classe, movimentos populares e outras entidades civis. A campanha começou no último sábado com 280 assinaturas e durará duas semanas. Neste período, Nascimento buscará outros adeptos à idéia no Calçadão, mais precisamente, em frente à agência do Banco Itaú. ''Já atendi pessoas de Cambé e Ibiporã interessadas em levar o abaixo-assinado para essas cidades'', comemora.
Nos municípios atendidos pela Sercomtel, a assinatura básica para telefones fixos subiu 14,29% no mês passado. Isso quer dizer que o usuário que pagava R$ 27,22 pela taxa passará a desembolsar R$ 31,11. Mais sorte tiveram os clientes da GVT que decidiu não elevar o preço da tarifa. ''Não temos números exatos, mas sabemos que essas empresas faturam milhões de reais todos os meses com essa assinatura'', disse.
O técnico em telecomunicações Aristides Oliveira assinou o documento, mas tem dúvidas em relação ao resultado que uma possível eliminação da tarifa traria à população. ''Acho que cada usuário deveria pagar apenas pelo que gasta. Mas, se não houver uma tarifa básica como é que o serviço seria cobrado?'', questionou.
A reportagem procurou o presidente da Sercomtel, Francisco Roberto Pereira, para repercutir o assunto, mas seu celular estava desligado durante reunião em Brasília.


