O ano de 2008 deve terminar com um saldo positivo na oferta de empregos em Londrina, superando em pelo menos 50% a estimativa inicial da Agência do Trabalhador. No ano passado a cidade teve um saldo positivo de 5.991 novos empregos e a meta para este ano era chegar a 7.500. Porém, até o mês de setembro já foram contratados 9.533 trabalhadores na economia formal. A Agência do Trabalhador projeta fechar 2008 com pelo menos 11 mil novos postos de trabalho na cidade.
  Esta será a primeira vez que Londrina supera a casa de 10 mil novos postos de trabalho nos últimos 12 anos, desde que o controle passou a ser feito pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, criado pelo Ministério do Trabalho. ‘‘A geração de empregos está aumentando em todos os segmentos da economia; o que a gente pode observar é que a cidade tem crescido acima da média nacional’’, afirma o gerente da Agência do Trabalhador, Roberto Gonçalves.
  Os setores que mais empregaram neste ano são, pela ordem, o de prestação de serviços, indústria, comércio e construção civil. Na área de serviços, os maiores empregadores são as empresas de telemarketing, saúde e educação. O segundo lugar é assumido pela construção civil que, por pequena diferença, derrubou o comércio para a terceira posição em vagas ocupadas.
  Gonçalves afirma que o aumento na oferta de empregos na cidade está provocando a disputa por funcionários em algumas empresas, como aconteceu recentemente com as novas lojas que se instalaram na expansão do Shopping Catuai. Segundo ele, várias empresas usaram as próprias instalações da Agência do Trabalhador para recrutar seus funcionários e houve casos de pessoas que mudaram para uma segunda loja sem começar na primeira. ‘‘Isso é bom porque a disputa pela mão-de-obra representa melhores ganhos para o trabalhador e significa que a economia vai bem’’.
  O gerente explica que a agência não enfrenta tantos problemas com a falta de qualificação da mão-de-obra porque o candidato é encaminhado de acordo com seu histórico profissional.
  Mesmo assim, ele reconhece que há falta de profissionais em algumas áreas, como é o caso típico de açougueiros. Por isso, as empresas do ramo contratam auxiliares, oferecem treinamento e depois avaliam se o pretendente à vaga tem ou não as habilidades necessárias para a função. Gonçalves orienta que a pessoa, independente da função, deve sempre se aprimorar no que faz e buscar um nível de escolaridade melhor por causa das exigências do mercado.
  Gonçalves cita, também, que o perfil do trabalhador está mudando, o que, de certa forma, interfere nas relações de trabalho. ‘‘Hoje não há mais a questão da fidelidade, do vestir a camisa; o interesse geralmente é momentâneo e o funcionário quer saber apenas o quanto vai receber no final do mês’’.

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