Londrina recebe nesta quarta-feira (12) a Caravana 4.0 Ideas for Milk, evento para fomentar a criação de agtechs na cadeia do leite. A iniciativa visa fomentar o empreendedorismo e despertar para oportunidades de geração de novos negócios vislumbrando a pecuária 4.0, mas dentro da cadeia de leite, que é uma das mais importantes no Paraná. Aberto para o público universitário, produtores, startups, empresários da alimentação e indústria ligados à cadeia do leite, o encontro será realizado no auditório Milton Alcover, na SRP (Sociedade Rural do Paraná), a partir das 18h30.

A Embrapa Gado de Leite coordena a iniciativa e o chefe-geral do órgão, Paulo Martins, afirma que o objetivo é aproveitar a visibilidade que as agtechs, ou startups do agronegócio, têm começado a ganhar. Ele projeta a possibilidade de se ter a mesma importância que as fintechs começaram a ter para o setor financeiro. "O campo demanda cada vez mais tecnologia, em busca de melhor produtividade e maior renda para o produtor rural. Um exemplo é o setor de leite, cujo faturamento total da cadeia produtiva chega a R$ 84 bilhões ao ano, e que tem na inovação uma alternativa para impulsionar seu crescimento de forma saudável“, diz.

A Caravana 4.0 visita universidades, eventos de inovação e comunidades startup em todo o Brasil, para conversar sobre a cadeia produtiva do leite, a revolução digital no agronegócio e o mercado agtech e de inovação para o leite. A vinda da Caravana para Londrina foi viabilizada em parceria com o Agro Valley, a governança de inovação que reúne as principais entidades que atuam com agricultura em Londrina.

“Este tem sido um ano de consolidação do Ecossistema de Inovação Agro para Londrina e região. O Agro Valley tem conseguido mobilizar vários atores e em prol de um ambiente mais favorável à inovação” explica o coordenador do Agro Valley, George Hiraiwa.

O presidente da SRP, Antônio Sampaio, destaca a importância de se receber a Caravana 4.0 Ideas for Milk em Londrina. "Impulsiona a cadeia do leite na região e principalmente o nosso ecossistema tecnológico, que resulta em crescimento, conhecimento, geração de emprego e renda” avalia.

OLHO NO VACATHON

O evento dura cerca de duas horas, com palestras curtas, dinâmica de inovação, bate-papo e “milk break”. Alunos de cursos de administração, agronomia, automação, biologia, bioquímica, computação, design indústria, economia, engenharias, física, mecatrônica, nutrição, química, robótica, zootécnica, entre outros, terão a oportunidade de integrar conhecimentos e desencadear novas ideias. Em 2019, a organização do evento inovou e ampliou as oportunidades para além das fazendas, incluindo também as áreas de nutrição e saúde e design industrial.

Ao passar pelas universidades, a ação provoca reflexão e gera ideias sobre como se inserir no processo e formar equipes multidisciplinares, que somam os conhecimentos e promovem a inovação sob diferentes aspectos. Em novembro, há uma segunda iniciativa, chamada Vacathon, que é um programa de imersão de uma semana, onde professores de instituições de ensino superior montam um time para representar a universidade nesta maratona de programação.

O time poderá reunir alunos de ensino técnico, graduação e pós-graduação. Para o Vacathon, serão selecionados cem estudantes universitários, de todo o País, acampados na principal empresa de pesquisa agropecuária do Brasil durante cinco dias. É importante ter membros de diferentes áreas, como medicina veterinária, agronomia, zootecnia, engenharias, computação e design. Serão cinco integrantes em cada time, além do professor.

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