Londrina recebe as cédulas de R$ 2
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 19 de dezembro de 2001
Benê Bianchi e Agência Folha<bR>De Londrina e São Paulo 
O setor de distribuição do Banco do Brasil em Londrina recebeu ontem o primeiro lote da nova cédula de R$ 2,00, que entrou em circulação no País na última sexta-feira. Os caixas das 33 agências do BB em Londrina e outras 26 cidades da região começam a receber as notas hoje, mas o gerente do setor, Nelson Iriya, informa que o volume da primeira remessa é pequeno. Ele preferiu não informar o montante enviado à região. Também já receberão as cédulas nos próximos dias os bancos que fizerem a solicitação junto ao Banco do Brasil.
O Banco Central anunciou ontem que vai trocar o material utilizado para a cunhagem das moedas de R$ 0,50 e R$ 1. O objetivo é reduzir os custos de produção. A autorização para a substituição foi dada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) e a distribuição das moedas novas deverá começar em maio ou junho de 2002. O chefe do Departamento de Meio Circulante do Banco Central, José dos Santos Barbosa, explicou que o material utilizado para a fabricação das moedas de R$ 0,50 e R$ 1, da segunda família de moedas, produzida desde 1998, é importado e houve uma elevação de custo muito grande.
O custo de produção de um milheiro das moedas de R$ 0,50 é de R$ 106, mas a Casa da Moeda já informou ao BC que o preço vai subir para R$ 179. Já a de R$ 1 sai ao preço de R$ 191,6 o milheiro e a previsão é de uma alta para R$ 340.
Barbosa explicou que, por conta disso, o BC vai trocar o material, mas as mudanças não incluirão o design. ''As mudanças vão manter as características do design, alterando apenas o metal e reduzindo o custo de produção'', afirmou.
A idéia é trocar a liga maciça de cupro-níquel, que hoje é utilizada para fabricação da moeda de R$ 0,50, por aço inoxidável. Com isso, o custo de produção seria de R$ 106 o milheiro. Já a moeda de R$ 1 passará a ser confeccionada em aço inoxidável também, ao invés do cupro-níquel e alpacra (que é um metal nobre). O custo dessa moeda cairá para R$ 126 o milheiro.
Segundo Barbosa, tecnicamente o BC já recebeu o aval para as novas moedas no que diz respeito a sua aceitação em máquinas e equipamentos.
O CMN autorizou que o BC venda todo o seu estoque de subprodutos do refino de ouro, como ouro paládio, prata e platina. A venda deve ocorrer nos próximos meses, segundo Luiz Fernando Figueiredo, diretor de Política Monetária do BC. Figueiredo disse que existem cerca de R$ 42 milhões desses subprodutos, que depois de vendidos irão integrar as reservas internacionais brasileiras.
O diretor explicou que o BC já estava pensando em se desfazer desses ''contaminantes do ouro'', como são chamados os subprodutos, mas primeiro foi feito um estudo do ponto de vista jurídico para saber se o BC era mesmo o proprietário dos metais. A dúvida era se os subprodutos pertenciam ao BC ou à empresa que fez o refino do ouro.


