Para alavancar o setor de eventos em Londrina e, consequentemente, movimentar a rede hoteleira e os demais segmentos do comércio, seria interessante a instalação de um Centro de Convenções na cidade, na opinão de Maitê Ulmann, gerente executiva do Londrina Convention & Visitors Bureau (LCVB). Com o papel de captar eventos para o município, muitas vezes na hora de negociar com alguns organizadores a vinda de congressos, seminários ou feiras, a entidade esbarra na dificuldade de apresentar uma estrutura adequada aos visitantes.
O Centro de Eventos (na Zona Sul) que existe na cidade, conforme Maitê, foi pensado para acontecimentos na área industrial. O ideal para Londrina, de acordo com ela, seria a criação de um espaço que servisse para todos os segmentos, com salas modulares, flexíveis para cada tipo de evento, como já existe na capital do Estado. ''No momento em que se discute a construção de um teatro, teria que se pensar na instalação de um Centro de Convenções que pudesse atender todos os segmentos, não só a cultura'', frisou a coordenadora do LCVB.
Ela lembrou que Londrina tem muitos atrativos para a realização de eventos, como excelente relação custo-benefício - o orçamento geral de um evento chega a ficar 40% mais barato do que em outros centros - ótima rede hoteleira, boa oferta de serviços na área gastronômica, de lazer e cultura, e grande produção técnico-científica através de instituições de ensino e de pesquisa. Entretanto, além da falta de um atraente Centro de Convenções, a cidade ainda tem problemas com o Aeroporto. ''Estamos sempre batalhando pela melhoria da malha aérea, pois são poucos horários e pouco flexíveis. E os vôos saem e chegam lotados'', disse Maitê.
Para ressaltar a importância do turismo de eventos na cidade, a coordenadora do LCVB destacou que o segmento tem impacto direto em 52 setores da economia local. Segundo dados do órgão, a média de participantes por evento é de aproximadamente 687 pessoas, sendo 67% residentes na cidade e 33% visitantes. Cada visitante gasta perto de R$ 250, diariamente, com alimentação, transporte, hospedagem, lazer e compras. Os impostos que incidem sobre os gastos de visitante são em média 9.7%. O setor gera cerca de 14 mil empregos diretos e indiretos.
Conforme dados do LCVB, cerca de três mil eventos de pequeno, médio e grande portes são realizados na cidade. No ano passado, 165 deles foram captados ou apoiados pelo órgão e este ano já são aproximadamente 80 eventos previstos. Em 2006, o setor movimentou R$ 35 milhões na cidade. ''A gente tem garantido algum tipo de movimento no comércio. São eventos com, pelo menos, 100 participantes e um dia de duração cada um'', comentou Maitê.
De acordo com ela, o órgão trabalha para atrair eventos e vender Londrina. ''Movimentamos o turismo de negócio da cidade, fomentamos a economia. Mas precisamos de estrutura para apresentar a cidade'', pontuou.
Na opinião de Maitê, a criação de uma secretaria municipal de turismo não é imprescindível, mas seria interessante que a diretoria de turismo da prefeitura fosse mais atuante e que o Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Idel) tivesse um orçamento específico para o turismo. (E.Z.)
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