Londrina poderá ter ramal de gasoduto
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sexta-feira, 08 de agosto de 2003
Da Redação 
O prefeito de Londrina, Nedson Micheleti, liderou comitiva da cidade que participou do lançamento do projeto de expansão do gasoduto Brasil-Bolívia. O lançamento aconteceu ontem pela manhã, em Dourados (MS). A proposta é de que o gasoduto se estenda, a partir de Campo Grande, para Dourados e as cidades paranaenses de Paranavaí, Maringá, Apucarana e Londrina.
Segundo Nedson, o encontro foi bastante positivo e apontou para a possibilidade concreta de que o gasoduto chegue ao Paraná. O prefeito anunciou que, no final de setembro ou começo de outubro, a administração municipal e a Petrobrás irão realizar uma audiência pública para explicar em detalhes a proposta de expansão.
''Utilizada principalmente nas indústrias de alimentos, bebidas e cerâmica, esse tipo de energia apresenta inúmeras vantagens, entre elas a de ser menos poluente e mais barata'', afirmou o prefeito. Outra vantagem, segundo ele, é de que o próprio processo de construção do gasoduto vai gerar emprego e renda para o Estado. ''Depois de implantado também vai incrementar a arrecadação de impostos''.
A expansão do gasoduto de Dourados a Londrina está avaliada, inicialmente, em US$ 170 milhões. Os recursos para a sua construção viriam do governo federal. ''O investimento será pago em pouco tempo com a arrecadação de taxas e impostos'', afirmou João Rezende, presidente da Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel).
Segundo Rezende, o gasoduto poderá se tornar mais um atrativo para que grandes empresas se instalem na região. Na opinião dele, esses fatores unidos justificariam os investimentos para a criação do ramal do gasoduto, já preterida em outras oportunidades por lideranças regionais. ''Dessa vez, a própria Petrobras está procurando os municípios para discutir a possibilidade de início das obras''
Além de Nedson e João Rezende, fizeram parte da comitiva o deputado federal Paulo Bernardo (PT) e o deputado estadual André Vargas (PT).


