Londrina pode ter uma fábrica da John Deere
Cláudia Lopes
De Londrina
A indústria de tratores americana John Deere pode instalar uma unidade industrial em Londrina. A informação foi obtida pela Folha na semana passada, através de uma fonte do meio empresarial. Ontem, a cônsul americana Júlia Rauner Guerrero confirmou a negociação entre o município e a John Deere, durante solenidade de inauguração do Nusa, um escritório de negócios com os Estados Unidos que vai funcionar na Companhia de Desenvolvimento de Londrina (leia abaixo). Fiquei feliz em saber que a empresa está em negociação com o município, disse.
Na última sexta-feira, o secretário de Estado da Indústria e Comércio, Eduardo Sciarra, revelou que a John Deere mantém negociações com o Paraná há seis meses. A empresa tem um projeto na secretaria mas ainda não definiu em qual estado nem em qual cidade vai instalar a nova fábrica, disse, na ocasião.
O presidente da Codel, Farage Khouri, não quis revelar ontem nenhum dado sobre a negociação entre o município e a John Deere, preferindo manter o assunto em sigilo. Não posso falar nada, afirmou. Procurada ontem pela Folha, a direção da empresa, que fica em Horizontina (RS), não confirmou a negociação.
A empresa americana tem duas unidades no Brasil: a SLC John Deere em Horizontina e a Cameco John Deere em Catalão (GO). Com um parque industrial de 100 mil metros quadrados, a empresa fabrica tratores, colheitadeiras e plantadeiras.
Em Horizontina, todo o sistema de produção é dividido em seis minifábricas, dirigidas por mecanismos de gestão participativa. Cada uma tem administração própria e processos de produção em células, que tem a finalidade de realizar todas as operações necessárias à fabricação das peças.
Com 32 unidades em dez países, a Deere & Co. (John Deere) é a maior fabricante mundial de equipamentos agrícolas e um dos principais em maquinário para construção e engenharia florestal, entre outros. Ao todo, produz mais de 600 produtos em 160 países.





