Londrina pode ter gás veicular em 2002
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quinta-feira, 17 de agosto de 2000
Cláudia Lopes De Londrina 
A confirmação de um volume de gás natural superior a 500 mil metros cúbicos/dia no poço do Mato Rico, em Pitanga, dispensará a necessidade de construção de uma termelétrica na região, além de antecipar o abastecimento no Norte do Paraná para o primeiro semestre de 2002. O início da operação estava previsto para final de 2002 ou 2003.
O anúncio foi feito ontem pelo presidente da Compagas, Antonio Fernando Krempel, que participou de uma reunião em Londrina, promovida pela Rotary Club Novas Gerações. Krempel disse que a quantidade de gás de Pitanga será divulgada até dezembro pela Petrobras.
Para acelerar o processo, a Compagas contratou o Serviço de Engenharia da Petrobras (Segen) e a Copel para fazer estudos das três possíveis fontes de suprimento do gasoduto. Além de Pitanga, estão sendo considerados um ramal do Bolívia-Brasil vindo de Penápolis (SP) e um de Dr. Ulisses.
Até agora, a chegada do gás natural no Norte sempre esteve vinculada à construção de uma termelétrica. Como a previsão de consumo na região é de 500 mil metros cúbicos por dia até 2006, se tiver gás suficiente em Mato Rico o projeto será viabilizado. Cerca de 60 indústrias devem usar o produto.
O gás veicular será disponilizado em Londrina na mesma época em que for liberado para as indústrias. O gás representará uma economia de pelo menos 50% em relação a gasolina, afirmou Krempel. Os postos interessados em vender o produto têm que investir R$ 300 mil. A conversão do motor do carro custa R$ 2 mil.
No próximo mês, o gás começa a ser vendido em postos de Curitiba. O primeiro será o Posto Shu, que já conseguiu licença da prefeitura. Até dezembro, serão mais seis.


