Londrina pode ter fábrica de baterias
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terça-feira, 23 de fevereiro de 1999
Cláudia Lopes 
O grupo português Autosil Steco negocia a implantação de uma fábrica de baterias automotivas, de energia solar e de telecomunicações em Londrina. O investimento previsto é de R$ 25 milhões, segundo o membro do conselho de administração da Acumuladores Reifor, Maurício Garcia Cid, que está intermediando as negociações entre a empresa e o município.
Diretores e o presidente do grupo deverão desembarcar na cidade no próximo dia 17 a fim de discutir os benefícios oferecidos pela prefeitura e pelo governo do Estado, além de conhecer alguns terrenos. Inicialmente, a visita estava marcada para amanhã mas foi adiada por causa de problemas nas agendas dos executivos.
A londrinense Reifor, que desde 1995 tem um contrato de parceria tecnológica e comercial com a Autosil, tem interesse em tornar-se fornecedora de alguns processos produtivos da nova fábrica. Também estamos negociando a participação acionária, conta Garcia Cid. A instalação do grupo em outra região brasileira não está descartada. Os executivos também vão visitar um município do Estado de São Paulo no mês que vem. Se a indústria for montada em outra cidade, existe a possibilidade da parte produtiva da Reifor acompanhá-la. Neste caso, 40% de seus 350 funcionários teriam que ser transferidos.
Garcia Cid disse ontem à Folha acreditar no empenho da prefeitura e do governo do Estado para manter o projeto em Londrina. A localização da região é estratégica para o grupo português, que é fornecedor da Renault na Europa, afirmou. Além de ter interesse em vender seus produtos para a Renault no Paraná, a Autosil pretende entrar em outros países do Mercosul.
O faturamento provável na fábrica varia de R$ 5 milhões a R$ 6 milhões por mês, segundo Garcia Cid. O superintendente da Acumuladores Reifor, Antonio Carlos Viana, disse que os portugueses têm pressa em começar a produzir no Brasil. O grupo pretende inaugurar a fábrica daqui a cerca de seis meses. A indústria deverá gerar 250 empregos.
Do total produzido, 40% deverá ser de baterias automotivas, 40% de baterias de telecomunicações e 20% de energia solar. Garcia Cid disse que, apesar de terem decidido instalar-se no País no final do ano passado, o projeto foi antecipado por causa da desvalorização cambial. O dinheiro deles ficou mais forte. Segundo o empresário, o maior interesse do grupo é no mercado de telecomunicações e de energia solar. A Sercomtel utiliza baterias da Autosil há 1,5 ano, contou. A Reifor importa e revende os produtos da Autosil há seis meses.


