Londrina pode ficar fora de traçado
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quarta-feira, 18 de abril de 2001
Cláudia LopesDe Londrina 
A Compagas ameaça Londrina de ficar fora do projeto da rede de distribuição de gás natural, que contempla 11 municípios do Norte do Estado. A afirmação é do presidente da empresa, Antonio Fernando Krempel, que fez palestra ontem para empresários da região sobre Gás natural tendências e oportunidades do mercado, em Cambé. O evento foi promovido pela Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento do Paraná (ABTD/PR).
Krempel disse estar preocupado com o atraso na realização da audiência pública que discutiria o projeto em Londrina, suspensa em fevereiro passado por força de liminar. Essa pendenga judicial está atrasando o processo. Se daqui a dois meses a Coastal, responsável pela exploração da bacia de Pitanga, confirmar que a jazida tem demanda para atender o mercado da região, o traçado da rede tem que estar definido. Podemos esperar no máximo dois meses. Senão entraremos com pedido de licença prévia para os outros dez municípios no Instituto Ambiental do Paraná, afirmou.
Apesar de Londrina ter grande potencial em termos de mercado, Krempel disse que a rede se viabilizaria apenas de Maringá a Cambé. De uma demanda potencial de 500 metros cúbicos/dia, as indústrias londrinenses seriam responsáveis pelo uso de 200 metros cúbicos de gás por dia. Caso o gasoduto venha de Pitanga não precisaremos nem da construção de uma termelétrica para alavancar o projeto. Mas se o gás vier de um ramal de Penápolis poderemos instalar a térmica em qualquer outro município.
Na semana passada a Compagas entregou ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) o Estudo de Impacto Ambiental (Eia/Rima) solicitando a licença prévia para a construção de um gasoduto ligando Pitanga ao Norte do Estado. Queremos agilizar o projeto. Acreditamos que existe demanda suficiente de gás em Pitanga para atender a região, afirmou Krempel.
Caso a demanda seja confirmada, ele teme que a Coastal resolva vender o produto para outros Estados. Temos que estar com tudo preparado, disse. Segundo Krempel, o estudo de impacto ambiental do ramal de Penápolis (SP) também já está pronto.
Krempel também se reuniu ontem com o presidente da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), Luiz Eduardo Cheida. Fomos levar os esclarecimentos sobre os impactos da rede, solicitados pela autarquia, contou. No final da tarde, Cheida disse à Folha que não se pronunciaria sobre o assunto. Primeiro os técnicos da AMA vão analisar os documentos.


