As medidas visando à redução no consumo de energia na Prefeitura de Londrina começaram bem antes do alerta dado pelas autoridades de que o país passava por uma crise energética. Desde que assumiu, a administração atual vem apertando os cintos para reduzir despesas de todos os lados. ‘‘Estamos em contenção de despesas’’, comenta o secretário de Administração e Recursos Humanos, Rubens Menoli.
Mas a crise energética levou a prefeitura a agilizar algumas medidas. Além de manter luzes de corredores apagadas, eletricistas estão redimensionando a iluminação das salas e a orientação é para que seja diminuído o número de lâmpadas do prédio de 30% a 40%. Interruptores também estão sendo instalados para que sejam acesas apenas as luzes dos locais que estão sendo usados. ‘‘Na minha sala, por exemplo, há luzes sobre minha mesa de trabalho e sobre a mesa de reuniões. Não precisam os dois ambientes estarem acesos’’, cita Menoli. Os aparelhos de ar-condicionado estão sendo mantidos desligados nos dias mais frios e as divisórias deverão ser readequadas para melhorar a circulação de ar entre as salas e privilegiar a iluminação natural. As secretarias municipais também já receberam orientação para que estudem medidas que possam contribuir para redução de energia. Por enquanto, praças e locais públicos estão iluminados à noite.
A médio prazo, as atuais lâmpadas de mercúrio utilizadas nos postes de iluminação pública deverão ser substituídas por lâmpadas de vapor de sódio, que melhoram a luminosidade entre 30% e 40% e podem baixar o consumo em 25%, além de proporcionar uma luminosidade maior, em torno de 47,7%. A reestruração da iluminação pública está orçada em R$ 5 milhões. A conta mensal do município com energia elétrica para manter semáforos, praças, a Catedral, o Pronto-Atendimento Infantil (PAI) e o Lago Igapó iluminados e em funcionamento é de R$ 500 mil. (Benê Bianchi)

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