Londrina não deve reativar usinas
A Prefeitura de Londrina não deve reativar as usinas hidrelétricas Cambé e Três Bocas, afirmou ontem o prefeito Nedson Micheleti (PT). A conclusão veio após uma conversa com técnicos do Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec) de Curitiba, que apresentaram relatório sobre um estudo preliminar realizado nas usinas.
Segundo o gerente da Lactec, Renato Penteado Neto, as usinas poderiam ser reativadas, mas seria fundamental realizar um estudo referente ao impacto ambiental da obra. Penteado apresentou quatro opções a Nedson, duas para cada usina.
Para a Usina Cambé, avaliou-se um potencial energético de 1,9 MW (megawatts), bem superior aos 200 KW (Kilowatts) da atual potência. A prefeitura teria de trocar todos os equipamentos e investir R$ 2,9 milhões, informou o gerente da Lactec.
A Usina Três Bocas está em melhores condições, avaliou o Instituto. A potência original é de 0,4 MW, que pode ser estendida a 0,6 MW ou 1,2 MW. Os investimentos seriam de R$ 900 mil ou de R$ 1,8 milhão respectivamente, cabendo à Prefeitura optar pela inciativa. A energia produzida pelas duas usinas atenderia a 35% da população de Londrina ou poderia ser revertida para o abastecimento da iluminação pública, o que garantiria economia de R$ 300 mil mensais aos cofres públicos, já que a Prefeitura tem um gasto mensal aproximado de R$ 700 mil com esse setor.
O estudo preliminar realizado pela Lactec não custou nada aos cofres públicos, garantiu Nedson. Com a crise da energia, pensamos em aproveitar o potencial das usinas, mas após esse estudo preliminar fica muito difícil saber se valerá a pena. Nedson se refere ao custo aproximado de R$ 5 milhões para reativar as duas usinas, o que seria inviável, segundo ele, devido à crise financeira por que passa a Prefeitura.
O presidente da Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), Luiz Eduardo Cheida, também presente à reunião, tem opinião diferente. O custo de R$ 5 milhões poderá ser amortizado em cinco anos, e como as usinas têm durabilidade de 30 anos, aproximadamente, teremos 25 anos de lucro com o investimento, observou. Cheida foi quem solicitou o estudo ao Lactec, pesquisa que durou 15 dias.
Em relação ao impacto ambiental, Cheida ainda não confirma a realização de um estudo específico. Iremos conversar com o Nedson, e se ele quiser dar prosseguimento à idéia, daí poderemos solicitar um estudo nesta área, afirmou. Em uma primeira análise, o presidente da AMA considera as usinas pouco lesivas ao ambiente. O impacto nem iria existir, pois teríamos que fazer poucas mudanças no ambiente original.





