Londrina monta perfil do mercado de trabalho
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 02 de maio de 2003
Betânia Rodrigues<br> Reportagem Local 
A falta de qualificação profissional e o preconceito etário são os principais fatores do desemprego em Londrina. Segundo a Agência do Trabalhador/Sine, 58,74% das 40.935 pessoas que passaram pelo órgão em 2002 à procura de emprego não tinham o ensino médio completo e 86,21% das vagas ofertadas destinavam-se a candidatos com até 24 anos de idade. Estes são alguns dos dados que a Secretaria Municipal do Planejamento e a Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel) utilizarão para traçar o perfil do mercado de trabalho na cidade.
Segundo o secretário de Planejamento Marcos Defreitas, o objetivo primordial é diminuir o índice de desemprego local que está 'superdesatualizado'. O gráfico do número oficial de postos de trabalho nos últimos anos mostra que Londrina está regredindo. Em 1996, havia 103.146 vagas formais e, em 2002, elas caíram para 97.441, sendo o setor de serviços e comércio em geral os que mais empregam. ''Queremos qualificar essas pessoas para facilitar sua inserção no mercado de trabalho. Para isso, pretendemos utilizar recursos públicos e privados'', explicou.
Embora se desenvolva separadamente, essa pesquisa deverá ajudar a equipe que elabora o Programa Fome Zero no município. De acordo com a secretária da Ação Social Maria Luiza Rizzoti, a capacitação profissional e a geração de renda em famílias de extrema pobreza é um dos eixos do programa que inclui também ações emergenciais de combate à fome, aproximação entre produtor e consumidor para baratear o preço dos alimentos e implementação do Programa de Renda Mínima.
Para auxiliar a luta pela autonomia dessa população, que já é assistida em ações sociais, a prefeitura conta com apoio da Universidade Estadual de Londrina (UEL). Segundo o coordenador de Recursos Humanos da UEL, Rodnei de Lima, a maioria das vagas disponíveis na Agência do Trabalhador são de jardineiro, porteiro, açougueiro e padeiro. A UEL se encarregará de recrutar instrutores que serão pagos pelo município, cederá suas instalações para as aulas e fornecerá o diploma de conclusão. A Codel, por sua vez, terá o papel de intermediar o contato entre a mão-de-obra e os empregadores.
A pré-proposta do Fome Zero deverá ser apresentada à comunidade numa audiência pública no próximo dia 7, às 15 horas, na Câmara de Vereadores. A intenção é colher opiniões e sugestões à idéia inicial e, finalmente, lançar o Programa até o final do mês.


