Mário CésarSede londrinenseA vice-governadora Emília Belinati, Oliveira, Veronesi, Neme e Camellini inauguram o Centro Permanente de Exposição, ontem na abertura da Exposição Agropecuária e Industrial de LondrinaO primeiro passo para concretizar a integração entre Brasil e Itália através do Programa Paraná-Europa foi dado ontem com a criação do Centro de Exposições Permanentes da região da Emilia-Romagna no Parque Ney Braga. O acordo que criou o centro foi assinado após a abertura oficial da 38ª Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina . Segundo o presidente do Programa Paraná-Europa, Remo Veronesi, o centro representa o início de um processo de cooperação e intercâmbio.
Veronesi observou que se fala muito em globalização da economia, mas que, de prático, tem se aproveitado pouco esta abertura de mercado. ‘‘Através de centro de exposição o Brasil terá acesso a intercâmbio com uma das regiões mais desenvolvidas de Europa, que conta com 430 mil indústrias’’, afirmou. Veronesi disse que Londrina será a sede deste centro de integração. Outras cidades do Paraná negociam participação no Programa Paraná-Europa. O acordo foi assinado entre a Sociedade Rural do Paraná, Programa Paraná-Europa, Câmaras de Comércio da Emilia-Romagna e Organização das Cooperativas do Brasil (OCB).
O presidente do Centro Exterior das Câmaras de Comércio da região Emilia-Romagna, Antonio Camellini, disse que o Centro de Exposições Permanentes terá papel importante para promover intercâmbios entre cooperativas agrícolas do Brasil com indústrias italianas. ‘‘Uma semente foi lançada aqui, que precisa ser cuidada para gerar bons acordos entre as cooperativas brasileiras e as indústrias italianas’’.
Camellini citou o acordo com a comercialização do café. Ele observou que hoje, quando a Itália compra um carregamento de café do Brasil, é apenas produto para ser industrializado. Com o acordo, ele acredita que o café brasileiro chegará a Itália com mais qualidade e valor agregado.
O diretor de Assuntos Internacionais da OCB, Celso Luiz Claro de Oliveira, diz que o acordo abre para as cooperativas brasileiras a oportunidade de conquistar novos mercados e viabiliza parcerias. Por outro, lado, disse Oliveira, as coopertativas terão acesso a novas tecnologias para melhorar a qualidade dos produtos brasileiros. ‘‘Só assim conseguiremos conquistar novos mercados, com produtos mais baratos e competitivos’’, comentou. Oliveira afirmou ainda que após este acordo a OCB irá promover missões políticas e técnicas para a região da Emilia-Romagna. O objetivo é identificar as oportunidades de negócios que a região oferece para o setor cooperativo. ‘‘A partir daí é que firmaremos acordos e parcerias’’, disse.
Segundo o diretor da OCB, o próximo passo, antes das missões à Itália, será o registro do acordo assinado ontem no Ministério das Relações Exteriores para que seja oficializado. ‘‘É uma forma de garantir que entraves burocráticos prejudiquem as possíveis negociações entre os dois países’’, afirmou.

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