Cerca de 80 pessoas ligadas à coleta seletiva de lixo em Londrina participaram, domingo, da instalação do Forum Regional de Economia Solidágestoras. ''É uma alternativa ao desemprego gerado por uma crise conjuntural do capitalismo. Num país onde 53 milhões de pessoas estão abaixo da linha da pobreza é preciso encontrar maneiras para criar trabalho e renda'', disse o coordenador do Escritório Paraná da Agência de Desenvolvimento Solidário (ADS/CUT), Sérgio Athayde.
Conforme dados do Forum Brasileiro de Economia Solidária, o Brasil possui mais de 25 mil empreendimentos administrados por trabalhadores da área têxtil, agroindústria, artesanato, reciclagem, entre outros. No Paraná, eles estão divididos em, aproximadamente, 500 grupos, mas apenas 300 estão cadastrados. Destes, cerca de 50 estão em Londrina onde o forte é a reciclagem de material. Sandra Araújo Barrozo Silva é a presidente da Central de Prensagem e Vendas (Cepeve) que, anteontem, representava 450 trabalhadores de 18 ONGs da cidade. ''Estamos requisitando junto à Petrobrás dinheiro para comprar uma trituradora das garrafas Pets e um caminhão'', disse.
O cooperativismo de produção existe há mais de 10 anos no Brasil, mas somente em 2003 foi assumido pelo Ministério do Trabalho através da Secretaria Nacional de Economia Solidária que, desde julho, está cadastrando todos os empreendimentos em atividade no País. Segundo o representante do Forum Brasileiro de Economia Solidária e diretor da União Nacional dos Empreendimentos de Economia Solidária, José de Abreu, o mapeamento servirá para disciplinar a atividade e, futuramente, distingui-la por um selo característico.
De acordo com o delegado do Ministério do Trabalho no Paraná, Geraldo Serathiuk, São Paulo e Minas Gerais oferecem crédito e incentivo fiscal aos empreendimentos de economia solidária a exemplo do que acontece há muito tempo no Canadá e França. ''Estamos confiantes que o Paraná se engajará nesta corrente'', afirmou.
Mais informações sobre o assunto podem ser obtidas pelo site: www.sies.mte.gov.br ou pelo telefone: (61) 317-6893.

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