Considerando os últimos 12 meses, Londrina ocupa a modesta 33ª colocação no Paraná, com apenas 238 empregos gerados
Considerando os últimos 12 meses, Londrina ocupa a modesta 33ª colocação no Paraná, com apenas 238 empregos gerados | Foto: Shutterstock

Londrina criou 652 empregos em fevereiro – resultado de 6.880 admissões e 6.228 demissões. E, apesar de ser a segunda maior cidade do Estado, ficou em oitavo lugar no ranking paranaense. Como era de se esperar, na primeira posição da lista, a capital gerou 3.597 vagas. Depois, vêm Maringá (1.205), Ponta Grossa (1.000), Cascavel (864), Pato Branco (671), Cornélio Procópio (662) e São José dos Pinhais (662). Os números foram divulgados nesta segunda-feira (25) pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do Ministério da Economia.


Quando se analisa o saldo do ano (janeiro e fevereiro), Londrina sobe no ranking, figurando em quarto lugar, com saldo de 1.310 vagas. Na frente, estão Curitiba (7.538), seguida de Maringá (2.444) e Cascavel (1.591).



Considerando os últimos 12 meses, Londrina vai para o 33º lugar da lista, com apenas 238 empregos gerados. Os principais municípios do Estado tiveram saldo muito maior no período. Curitiba criou 17.501 vagas e Maringá, 4.204 (quase 18 vezes mais que Londrina). Depois vêm são José dos Pinhas (3.115), Foz do Iguaçu (2.896), Ponta Grossa (1.726) e Cascavel (1.561).


Cidades bem menores como Medianeira (1.066), Guarapuava (904), Marechal Cândido Rondon (900) e Almirante Tamandaré (602), ganharam de Londrina na geração de empregos nos últimos 12 meses.


O empobrecimento da cidade não é fato novo, mas um processo de décadas. Nos últimos cinco anos, por exemplo, Maringá criou 15.634 vagas e Londrina, 13.291. No mesmo período, Ponta Grossa, cidade bem menor, mas que recebeu incentivos do governo do Estado, se aproximou de Londrina: 12.093 empregos novos. Indo um pouco mais longe no tempo, em 10 anos, a cidade criou 46.906 empregos contra 59.850 de Maringá e 42.499 de Ponta Grossa.


Economista, professor da UTFPR e colunista da FOLHA, Marcos Rambalducci diz que o motivo para o desempenho de Londrina é o mesmo de sempre: falta indústria na cidade. “A explicação pode ser encontrada na estrutura econômica de cada cidade. Tomando por base o PIB (Produto Interno Bruto) de 2016 (último disponível), verificamos que cidades onde a presença de indústrias é maior, mais rapidamente estão se recuperando do desemprego”, afirma.


POR ESTADO

Entre os Estados, os maiores saldos de fevereiro ocorreram em São Paulo (62.339), Minas Gerais (26.016), Santa Catarina (25.104), Rio Grande do Sul (22.463) e Paraná (18.254). O maior recuo ocorreu em Pernambuco, influenciado pela queda sazonal do emprego na produção da cana de açúcar (-12.396 postos).
"Há sinal de que a retomada de empregos será consistente em 2019. O Caged registrou o melhor resultado para fevereiro desde 2014, quando foram criados 260 mil empregos", afirmou o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho. "Construção civil, serviços e atacado apresentaram recuperação importante de empregos. A perspectiva é de que retomada se mantenha nos próximos meses", disse.



O secretário municipal de Trabalho, Elzo Carreri, lembrou que ao comparar fevereiro deste ano com o mesmo período de 2018, houve acréscimo de contratações e reforçou que Londrina fechou o primeiro bimestre de 2019 com saldo positivo. “O mais importante é comparar fevereiro desse ano com 2018 e deu acréscimo razoável. Fechamos o bimestre com 1310 vagas positivas. Isso é um dado muito importante, há uma expetativa de recuperação das vagas perdidas”, pontuou. Carreri ainda creditou o desempenho ruim da cidade na geração de empregos nos últimos 12 meses às crises políticas e econômicas do Brasil. “A gente vem de um histórico de três ou quatro anos de recessão, de economia parada por questões politicas e econômicas. Este é um ano de recuperação dessas vagas em Londrina”, afirmou.

Serviços geram 112,4 mil vagas no País

Brasília - O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, anunciou nesta segunda-feira (25), que o mercado de trabalho brasileiro criou 173.139 vagas. Ele disse que o resultado, acima do esperado, é um sinal de que a economia vai bem. "A visão mais liberal do governo Bolsonaro passa confiança à economia real, e os empresários começaram a contratar mais. Temos tomado diversas medidas para desburocratizar a economia. A pauta mais importante do governo é o equilíbrio fiscal, sobretudo com reforma da Previdência", acrescentou.


O Caged informou ainda que houve 19.030 desligamentos por acordo no mês de fevereiro, o maior volume desde que essa opção foi criada, no fim de 2017.


De acordo com o governo, o emprego intermitente registrou admissão total de 8.299 trabalhadores em fevereiro, ao mesmo tempo em que houve 3.953 demissões. Houve ainda a abertura de outras 3.404 vagas pelo sistema de jornada parcial. As duas novas modalidades foram criadas pela reforma trabalhista.


O Caged ainda mostra a criação líquida de 4.346 empregos com contrato intermitente em fevereiro.


O salário médio de admissão nos empregos com carteira assinada teve alta real de apenas 0,06% em fevereiro de 2019 ante o mesmo mês de 2018, para R$ 1.559,08. Na comparação com janeiro, houve queda de 4,13%. O maior salário médio de admissão em fevereiro ocorreu na administração pública, com R$ 2.272,56. Já o menor salário médio de admissão foi registrado na agropecuária, com R$ 1.340,50.


SALÁRIO MÉDIO

O resultado do mês foi puxado pelo setor de serviços, que gerou 112.412 postos formais, seguido pela indústria de transformação, que abriu 33.472 vagas de trabalho. Apenas a agricultura registrou o fechamento de vagas, com saldo líquido negativo de 3.077 empregos em fevereiro.


Em janeiro havia ocorrido a abertura líquida de 38.335 vagas com carteira assinada. Com isso, no acumulado do primeiro bimestre do ano, o saldo do Caged é positivo em 211.474 vagas.


O saldo de fevereiro decorre de 1,453 milhão de admissões e 1,280 milhão de demissões. Em fevereiro de 2018, a abertura líquida de vagas havia chegado a 61.188, na série sem ajustes. (Com Agência Estado)

Imagem ilustrativa da imagem Londrina gera só 652 empregos e fica em 8º lugar em fevereiro
| Foto: Folha Arte
mockup