Londrina gera 746 vagas de emprego, pior resultado do 2º semestre
Cidade acompanhou desempenho nacional, que ficou abaixo do esperado para novembro; indústria é destaque negativo
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 28 de dezembro de 2022
Cidade acompanhou desempenho nacional, que ficou abaixo do esperado para novembro; indústria é destaque negativo
Celso Felizardo - Editor 

O estoque de emprego formal em Londrina foi de 746 vagas positivas em novembro. Os dados são do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta quarta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Previdência. O saldo é resultado de 7.336 admissões, contra 6.590 demissões no período.
Apesar do número positivo, este é o menor patamar registrado pelo município desde abril. Havia três meses que Londrina aparecia sempre com mais de 1 mil vagas de trabalho no saldo. E o setor que mais contribuiu para esta retração foi a indústria. Em novembro, a diferença entre contratações e desligamentos ficou negativa em 209 vagas. A agropecuária também registrou encolhimento de 16 postos de trabalho no mês passado.
Apesar disso, o município apresentou bons resultados nos setores de serviços (489), comércio (405) e construção civil (71). No acumulado do ano, Londrina gerou 8.468 vagas de emprego formal, resultado de 87,9 mil admissões e 79,4 demissões. Neste ano, a segunda maior cidade do Estado não apresentou desempenhos negativos e teve apenas um resultado menos expressivo, de quatro vagas, em março.
O acompanhamento mensal dos dados do Caged, feito pelo Nupea (Núcleo de Pesquisas Econômicas Aplicadas) da UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná), campus Londrina, destaca o crescimento do setor de serviços na cidade, porém alerta para a perda de dinamismo na indústria, o que segundo os pesquisadores, “deve levar a resultados negativos para os demais setores nos próximos meses”.
Entre as cinco principais cidades da Região Metropolitana de Londrina, Arapongas e Ibiporã apresentaram evolução negativa na geração de empregos com carteira assinada. Londrina tem o melhor resultado em termos absolutos, mas Cambé se destaca com evolução de 0,55% no estoque de empregos em relação ao mês anterior.
Em novembro, das 27 unidades federativas do país, apenas cinco apresentaram resultado negativo. O Paraná foi o sexto estado a apresentar o melhor saldo absoluto na geração de empregos com carteira assinada, com saldo positivo de 4.832 novos postos de trabalho, avanço de 0,16% em relação ao estoque de trabalhadores em outubro.
BRASIL
O Brasil abriu 135.495 vagas formais de trabalho em novembro, de acordo com o Caged. O resultado do mês passado ficou abaixo da expectativa do mercado, que esperava a criação líquida de 168 mil empregos, segundo a agência de notícias Reuters.
A criação de postos para o mês é resultado de 1.747.894 admissões e 1.612.399 desligamentos. No ano até novembro, o saldo é de 2.466.377 vagas no país (com 21.230.904 admissões e 18.764.527 desligamentos).
Em 12 meses, foram criados 2.173.080 empregos com carteira assinada, após 22.710.744 admissões e 20.537.664 demissões.
A indústria apresentou saldo negativo de 25.707 vagas em novembro (com mais desligamentos do que contratações), sendo que a maior parte das perdas se concentra na indústria de transformação. No acumulado do ano, o saldo é positivo em 366.742 vagas.
O setor de construção também teve saldo negativo, com perda de 18.769 vagas em novembro e criação de 269.735 postos no acumulado do ano.
Já o comércio teve saldo positivo de 105.969 no mês, influenciado peas contratações de fim de ano e de 365.654 em 2022. O de serviços abriu 92.213 em novembro e 1.362.825 no ano.
Apesar do volume de vagas abaixo do esperado para o mês, as previsões para o emprego têm sido positivas, a partir dos resultados dos últimos meses. Mas os bons números têm sido atribuídos ao trabalho sem carteira assinada.
Pela Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, do IBGE, que mede o trabalho informal, a taxa de desemprego atingiu 8,3% no trimestre até outubro.
O resultado é o menor patamar para esse intervalo desde 2014, quando a economia já dava sinais de fraqueza.(Com Folhapress)
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