Londrina gera 176 empregos em abril; é o 12º maior saldo do PR
Durante o ano, a cidade foi a sexta que mais criou vagas no Estado: 1.370
PUBLICAÇÃO
sábado, 25 de maio de 2019
Durante o ano, a cidade foi a sexta que mais criou vagas no Estado: 1.370
Nelson Bortolin - Grupo Folha 

Da mesma forma que o País, Londrina teve saldo positivo de empregos em abril. Foram criadas 176 vagas, resultantes de 6.186 contratações e 5.990 demissões. No Brasil, foram abertos 129.600 postos de trabalho. E, no Paraná, 10.653 – terceiro melhor saldo entre todos os Estados.
Apesar do resultado positivo, Londrina ficou em 12º lugar do mês entre as 60 maiores cidades do Estado destacadas pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério da Economia. No início da lista, Curitiba teve saldo de 3.618 novos empregos, Maringá (933) e Cascavel (657).
Dos principais setores, serviços foi o que mais gerou empregos na cidade em abril. O saldo foi de 187. O comércio também teve saldo positivo (60). Já a indústria e a construção civil mais demitiram que admitiram. Os saldos negativos são de -12 e -61 vagas respectivamente.
Quando se considera o acumulado do ano (janeiro a abril), Londrina tem um saldo positivo de 1.370 e sobe para o 6º lugar no ranking estadual. Os três primeiros da lista são os mesmos: Curitiba (10.457 vagas), Maringá´(3.596) e Cascavel (20.029).
Nos últimos 12 meses, Curitiba (16.510) e Maringá (4.484) permanecem no topo. E Cascavel desce para o 9ª lugar (1.178) . Foz do Iguaçu (2.487) sobe para a 3ª posição. Nesta lista, Londrina tem o pior desempenho. A cidade criou 1.370 vagas.

“É preciso deixar claro que Londrina tem mais dificuldade que outras cidades congêneres”, diz o economista, professor da UTFPR e colunista da FOLHA, Marcos Rambalducci. “Não precisamos nem fazer a velha comparação com Maringá. Cidades bem menores geraram mais empregos”, diz ele. Isso acontece inclusive na Região Metropolitana de Londrina. Rolândia teve saldo positivo de 271 e Cambé, de 193 postos de trabalho. “A diferença é que essas cidades têm presença mais marcante da indústria. Londrina é refém dos serviços e comércio”, complementa o economista. Para Rambalducci, a cidade precisa urgentemente de uma política de atração de indústrias.
O secretário municipal do trabalho, Elzo Carreri, diz que a atual administração tem atraído empresas desse setor. Ele citou o caso da J.Macêdo, indústria de farinha de trigo que assinou protocolo de intenção com o prefeito Marcelo Belinati dia 17 de abril. A empresa vai se instalar no futuro parque industrial da zona norte e deve gerar 1.500 empregos diretos quando for inaugurada, em três anos.
Para o secretário, o atual saldo positivo de vagas é motivo de comemoração. Em 2016, perdemos 4 mil empregos. Em 2017, mais 1.900. Já em 2018, perdemos apenas 705”, ressalta. Ele ressalta que o primeiro quadrimestre do ano passado teve saldo negativo (-97) e no mesmo período deste ano o saldo é positivo (1.370).
Carreri acredita que Londrina vai voltar a gerar empregos na proporção de seu tamanho (segunda maior cidade do Estado), com a industrialização. “Cidades que têm mais indústrias se recuperam mais rápido.”
PARANÁ
O Paraná foi o terceiro estado que mais gerou vagas em abril: 10.653. Minas Gerais ficou em segundo lugar, com 22.3458. E São Paulo, em primeiro, com 50.168. Já, no ano, o Estado está em quarto lugar, com 37.876 vagas, depois de Santa Catarina (49.914), Minas Gerais (56.129) e São Paulo (125.602).
Em 12 meses, o Paraná também está em quarto, com saldo de 41.334, depois de Santa Catarina (49.206), Minas Gerais (70.805) e São Paulo (132.248).
BRASIL
O Brasil criou, em abril, 129,6 mil vagas formais de emprego, o melhor resultado para o mês desde 2013. Em abril de 2013, foram criadas 196.913 vagas. O dado positivo ocorre depois de, em março, o País ter fechado 43 mil vagas, no pior resultado para o mês desde 2017.Em abril de 2018, haviam sido criadas 115.898 vagas. No ano, o acumulado está em 313.835 vagas, um aumento de 0,82% em relação ao mesmo quadrimestre de 2018. Já nos últimos 12 meses, são 477.896 postos criados, alta de 1,25%.
No mês passado, foram abertas 1,374 milhão de vagas, ante 1,245 milhão de postos fechados. Por setor, o de serviços criou 66.295 vagas, enquanto indústria da transformação gerou 20.479 postos. No comércio, o saldo foi positivo em 12.291 empregos.O resultado do mês foi puxado pelo setor de serviços, que gerou 66.290 postos formais, seguido pela indústria de transformação, que abriu 20.479 vagas de trabalho.Também tiveram saldo positivo no mês a construção civil (14.067 postos), agropecuária (13.907 postos), comércio (12.291 postos), administração pública (1.241 postos), serviços industriais de utilidade pública (867 postos) e a extração mineral (454 postos).
Para Marcos Rambalducci, não há por que comemorar o saldo de empregos de abril no País. Ele ressalta que o número é irrisório. “Tivemos um março decepcionante e um abril melhor. São inflexões pontuais difíceis de explicar. A economia está andando de lado.”


