Da Junta Comercial do Paraná (Jucepar) veio ontem mais uma má notícia a respeito da economia da região de Londrina. Em 2011, caiu em quase 6% o número de empresas abertas nos municípios da região. Foram 3.686 novos estabelecimentos contra 3.919 de 2010. Já a regional de Maringá, que teve redução menor (0,28%), ganhou mais empresas em números absolutos: 3.892.
No geral, o Estado teve saldo positivo no ano passado, com 50.576 novos estabelecimentos contra 48.641 abertos em 2010. O presidente da Jucepar, Ardisson Akel, alertou para o fato de que um empreendedor pode registrar sua empresa em outro município. ''Um empresário de Jacarezinho, por exemplo, pode buscar a Junta em Londrina em vez de ir a Santo Antonio que é responsável por Jacarezinho'', ressalta.
A Jucepar não dispunha ontem de dados segmentados por município. E sequer sabia informar quais são as cidades que pertencem à agência de Londrina.
O presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina (Acil), Nivaldo Benvenho, afirmou não ter ficado surpreso pelo fato de a região de Maringá ter aberto mais empresas. ''Existem duas coisas que o capital não gosta: de instabilidade jurídica e de instabilidade política. E já faz muito tempo que Londrina vive crises políticas que afugentam o capital'', observa.
Para Benvenho, a não aprovação do Plano Diretor do Município pela Câmara Municipal faz parte do quadro de instabilidade política. ''Sem o plano, não sabemos onde podem ser instaladas as empresas. E os investidores preferem ir para cidades onde sentem mais segurança'', avalia.
A FOLHA tentou repercutir os números da Jucepar com a administração municipal. O presidente do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel), Mario Kumagai, não atendeu o celular e não retornou o recado deixado com a secretária. O Núcleo de Comunicação também não deu retorno sobre o pedido de entrevista.
Regularização
A Jucepar alertou que de 1,3 milhão de empresas paranaenses, 10 mil têm até fevereiro para atualizar os dados cadastrais e regularizar a situação dos seus contratos sociais na Junta. Se não o fizerem terão os contratos cancelados, serão consideradas inativas e perderão a proteção do nome empresarial.
As empresas com dados desatualizados serão comunicadas por meio de edital no site da junta: www.juntacomercial.pr.gov.br. Elas terão até o final de fevereiro para demonstrarem que continuam ativas ou para pedirem a proteção do nome. Os cancelamentos começam dia 1º de março.

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