O grupo empresarial catarinense Leve anunciou ontem a instalação, em Londrina, da primeira loja de departamentos da marca em 29 anos de existência. A megastore, como também é conhecido este tipo de comércio, vai funcionar na área central da cidade, consumindo investimentos de R$ 5 milhões e empregando diretamente 150 funcionários. A inauguração está prevista para agosto. O anúncio foi feito pelo diretor de expansão do grupo, Aguinaldo Steinbach, durante uma coletiva de imprensa onde também estiveram presentes o imobiliarista Raul Fulgêncio, o secretário municipal de obras, Aloysio de Freitas, e o presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina e Região, José Augusto Rapcham.
A nova loja é a 46 do grupo -que atua em toda a região Sul do País - e a 24 a ser instalada no Paraná. De acordo com o diretor de expansão, a cidade foi escolhida por ''ter mostrado boa receptividade à idéia e por apresentar crescimento econômico e populacional constante''. A empresa ainda não realizou projeções sobre faturamento ou expectativa de participação no mercado, mas Steinbach acredita em crescimento progressivo. A opinião foi respaldada por Rapcham. ''O segmento de megastores passa por uma grande retomada nos últimos cinco anos e a cidade vai ser perfeitamente capaz de assimilar mais uma loja do tipo'', afirmou. A Leve vai concorrer com gigantes do segmento, como Renner, Pernanbucanas e Riachuelo.
Steinbach também justificou a escolha de Londrina com o apoio administrativo fornecido pela Raul Fulgêncio Desenvolvimento, empresa ligada à imobiliária e que disponibiliza apoio burocrático e lojístico para a instalação de empreendimentos na cidade. O prédio onde a loja vai funcionar, localizado a poucos metros do Shopping Royal Plaza (área central), foi reformado por um grupo de oito investidores arregimentados por Fulgêncio. ''É uma alternativa rápida e eficiente para a atração de empresas à cidade. Um grupo reforma o prédio da forma como o locatário deseja e tem a garantia de um contrato de uso por 10 anos'', explicou. Ainda segundo Fulgêncio, a carteira de investidores gastou cerca de R$ 4 milhões para promover as adequações no imóvel, onde funcionava um banco. Segundo Steinbach, a Leve deve investir mais R$ 1 milhão na instalação da loja.

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