Londrina fecha semestre com 6,6 mil vagas de trabalho
Número de postos de emprego de janeiro a junho de 2025 supera em quase mil o resultado de 2024
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 04 de agosto de 2025
Número de postos de emprego de janeiro a junho de 2025 supera em quase mil o resultado de 2024

Londrina fechou o primeiro semestre de 2025 com saldo positivo de 6.656 novos postos formais de trabalho. O número representa alta de 17,65% sobre os primeiros seis meses do ano passado, que encerrou com 5.657 vagas. Os dados do Novo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), foram divulgados nesta segunda-feira (4), pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
Os resultados do semestre apontam serviços como o setor que mais criou oportunidades de emprego. De janeiro a junho, foram 4.154 novas vagas. Mas os outros quatro setores avaliados também encerraram os primeiros seis meses do ano com variação positiva. Em segundo lugar, está a construção civil, com 1.164 postos de trabalho, seguida pela indústria (945), comércio (359) e agropecuária (34).
Olhando apenas para o mês de junho, Londrina contabilizou 949 postos formais de trabalho, o terceiro pior resultado de 2025, superando apenas os meses de abril e maio, que tiveram saldos positivos de 217 e 946 vagas, respectivamente.
Desde o início do ano, fevereiro foi o mês com o maior número de empregos formais em Londrina em 2025, quando houve um saldo de 1.866 vagas.
Em junho, as empresas de serviços foram, disparadamente, as que mais contrataram no município. O saldo de vagas do setor foi de 638 no mês. Na sequência, vêm o comércio (185), a indústria (123) e a agropecuária (12). O único setor com saldo negativo foi a construção civil, com uma retração de nove vagas.
Os 946 postos de trabalho registrados em junho representam alta de 18,10% sobre o mesmo mês do ano passado, que totalizou 801 vagas.
Para o secretário municipal do Trabalho, Emprego e Renda, Cesar Makiolke, os resultados refletem a consistência de um ambiente econômico saudável, sustentado por políticas públicas integradas, apoio ao empreendedorismo e desburocratização de processos.
Sobre o desempenho do setor de serviços, Makiolke destacou que as atividades vão desde atendimento ao público até serviços técnicos especializados. “É um número robusto que mostra o quanto áreas como saúde, educação, alimentação e tecnologia estão em expansão e continuam impulsionando a economia da cidade”, avaliou o secretário em matéria publicada no Blog Londrina, o canal oficial de notícias da prefeitura.
NÚMEROS NACIONAIS
O balanço do Caged mostra que o bom momento do mercado de trabalho se estende ao restante do país. Em 26 dos 27 estados da federação, houve aumento na oferta de empregos. O Brasil gerou, em junho, 166.621 postos de trabalho e com esse resultado, ultrapassou as 1,2 milhão de carteiras assinadas em todo o semestre.
Os dados nacionais apontam que os cinco principais setores da economia tiveram resultado positivo. Serviços também liderou no país, nos primeiros seis meses, com a abertura de 643.021 novas vagas, o que representa mais da metade do total.
Em segundo lugar aparece a indústria, com 229.858 empregos, seguido pela construção civil (159.440), agropecuária (99.393) e o comércio (90.876).
Os números nacionais no primeiro semestre, embora positivos, ficaram abaixo do registrado no mesmo período de 2024, que teve 1.311.751 vagas criadas, 6,8% a mais do que neste ano.
Entre os estados, São Paulo liderou, com a abertura de 349.904 novos postos de trabalho. Minas Gerais ficou em segundo, com 149.282, e o Paraná, em terceiro, com 94.219 vagas.
Proporcionalmente, no entanto, os maiores crescimentos foram observados no Amapá (+4,69%), Mato Grosso (+4,4%) e Goiás (+4,1%).
O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, foi questionado sobre o impacto do aumento de tarifas comerciais para produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos na geração de empregos no segundo semestre deste ano.
"Quaisquer questões da conjuntura nacional e internacional preocupam. Estamos atentos", respondeu. "O mundo não vai acabar. O mundo continuará lindo, firme e forte", acrescentou.
Por enquanto, não há decisão sobre como será a ajuda para os setores afetados porque o aumento de tarifas ainda não está consolidado, afirmou Marinho.
"Consolidando a gente toma decisão do que fazer. Como se trata de relação um tanto quanto esquizofrênica, temos que aguardar consolidação para ter base real, concreta, para tomar decisão. Isso vale para todos os setores que não saíram ainda da lista", explicou.
As tarifas americanas para o Brasil entram em vigor nesta quinta-feira (7).(Com Folhapress)


Simoni Saris
Repórter com atuação nas áreas de Economia, Infraestrutura e Agronegócio.


