Londrina fecha o 1º semestre com mais de 4,2 mil vagas de emprego criadas
Impulsionado pelo setor de serviços e pela recuperação dos demais setores, município praticamente dobra a geração de vagas em junho relação ao mês anterior
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 30 de julho de 2026
Impulsionado pelo setor de serviços e pela recuperação dos demais setores, município praticamente dobra a geração de vagas em junho relação ao mês anterior

O mercado de trabalho formal em Londrina registrou uma forte aceleração no mês de junho, impulsionado pela reação de setores estratégicos da economia local. Segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego, o município encerrou o mês com um saldo positivo de 862 novos postos de trabalho com carteira assinada. O resultado de junho representa quase o dobro do desempenho registrado em maio, quando a cidade havia criado 432 vagas formais, e fecha uma trajetória de oscilações ao longo dos primeiros seis meses. Com o resultado, Londrina fecha o primeiro semestre do ano com 4.227 vagas de emprego abertas.
A trajetória mês a mês começou aquecida em janeiro, com a criação de 873 vagas, e atingiu o pico do ano em fevereiro, quando foram registrados 1.247 novos postos. Em março, com 524 vagas, e em abril, com 289, o ritmo de contratações desacelerou no município. O indicador voltou a ganhar fôlego a partir de maio, que somou 432 postos, até alcançar a consolidação da recuperação com o balanço divulgado no mês de junho.
No balanço mensal, o setor de Serviços continuou a ser o principal motor da empregabilidade na cidade. A área respondeu por 597 vagas criadas em junho, concentrando a maior fatia dos novos postos de trabalho. Embora tenha apresentado um leve recuo em comparação ao mês de maio, quando o segmento havia registrado 636 oportunidades, o setor segue isolado na liderança das contratações no município de Londrina.
A grande novidade do mês de junho, no entanto, foi a virada de sinal em setores que vinham amargando saldos negativos na economia local. Após três meses consecutivos no vermelho, tendo registrado o fechamento de 68 vagas em maio, o Comércio voltou a contratar e fechou junho com saldo positivo de 105 novos postos de trabalho.
A Construção Civil também mostrou rápida recuperação e registrou 103 vagas positivas, reabilitando-se do resultado do mês anterior, quando havia fechado 123 postos de trabalho. Já a Indústria registrou o seu melhor resultado do ano até agora, com a abertura de 47 vagas formais. Por fim, a Agropecuária voltou a ficar no campo positivo ao registrar 10 vagas, interrompendo um ciclo de três meses de retratação no saldo de empregos.
Paraná
O ritmo de recuperação do emprego formal observado em Londrina reflete uma tendência de reação em todo o Estado. Em junho, o Paraná obteve um saldo positivo de 8.483 vagas de emprego com carteira assinada. O dado consolida uma trajetória ascendente na geração de postos formais no território paranaense, superando expressivamente os números registrados nos meses de abril, quando o saldo havia sido de 1.695 vagas, e de maio, que somou 2.983 novos postos. Embora ainda não atinja os patamares observados no início do ano, momento em que o Estado registrava entre 15 mil e 22 mil novas vagas mensais, o resultado de junho indica uma recuperação consistente do mercado de trabalho paranaense.
A análise do desempenho por setores no Estado aponta dinâmicas distintas entre as atividades econômicas no mês de junho. Da mesma forma que ocorre no cenário londrinense, o setor de Serviços se consolidou como o grande carro-chefe da economia paranaense no Caged, liderando as contratações com um saldo positivo de 5.019 vagas abertas no mês.
Outro grande destaque estadual foi a expressiva recuperação do Comércio, que reverteu o resultado negativo do mês anterior — de -438 vagas em maio — e encerrou junho com a criação de 2.005 novos postos de trabalho. A Indústria também apresentou desempenho positivo e expressivo no Paraná, somando 2.375 vagas criadas no período.
Por outro lado, dois setores encerraram o mês de junho com saldo negativo no balanço estadual. O Agropecuário registrou um recuo de 865 postos de trabalho, enquanto a Construção Civil teve uma leve retração no saldo de vagas, fechando o mês com resultado negativo de 51 postos formais.
Brasil
No cenário nacional, o Brasil abriu 145.161 vagas formais de trabalho em junho, resultado de 2,22 milhões de admissões e 2,07 milhões de desligamentos. Embora o número tenha superado as projeções do mercado financeiro, trata-se do menor saldo para o mês de junho desde 2020. No acumulado dos primeiros seis meses do ano, o país soma 921.645 novos postos com carteira assinada, também o menor desempenho semestral desde o início da pandemia. Por outro lado, o estoque total de empregos formais no país atingiu a marca recorde de 48 milhões de trabalhadores registrados.
O resultado do mês foi impulsionado pelo crescimento em todos os cinco grandes setores econômicos. A liderança ficou com o setor de Serviços, que gerou 74.514 postos, seguido pela Agropecuária com 22.898 vagas. O Comércio registrou saldo positivo de 19.177, a Indústria somou 14.438 novos empregos e a Construção Civil fechou o mês com 14.136 postos abertos. No balanço acumulado do semestre, Serviços (571.926) e Construção Civil (168.962) se mantêm como os principais geradores de empregos do país.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, atribuiu a desaceleração no ritmo de contratações nacionais aos impactos da política monetária e da taxa Selic mantida pelo Banco Central, além de incertezas no cenário econômico internacional. Apesar da retração em relação aos anos anteriores, o Ministério avalia que o saldo do Caged deve manter uma trajetória de crescimento disciplinado e gradual ao longo do segundo semestre, sem indicar risco de reversão para dados negativos na média nacional.


Da Redação
Jornalismo


