Construção civil e indústria foram os setores que mais demitiram no ano passado
Construção civil e indústria foram os setores que mais demitiram no ano passado | Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas



Londrina encerrou 2018 com saldo de emprego negativo, mas com desaceleração no fechamento de vagas. De acordo com os dados do Caged (Cadastro Geral de Emprego e Desemprego), divulgados nesta quarta-feira (23) pela pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, foram fechados 705 postos de trabalho com carteira assinada de janeiro a dezembro. Em 2017, foram fechados 2.014, contra 3.978 do ano anterior.

A Construção Civil (-435), Indústria de Transformação (-329) e Serviço (-119), Agropecuária (-83) e Extrativa Mineral (-5). contribuíram para o saldo negativo. O Comércio abriu 149 vagas, seguido pela Indústria de Serviços de Utilidade Pública (107) e Administração Pública (10).

Londrina foi o único dos cinco principais municípios da Região Metropolitana de Londrina com queda no saldo de emprego. Cambé registrou em 2018 a criação de 232 vagas com carteira assinada, Ibiporã, 426; Arapongas, 127; e Rolândia, 251.

ESTADO
O Paraná registrou saldo positivo de 40.256 postos de trabalhos, puxados pelo desempenho dos setores de Serviços e Comércio. Em 2018, foram 30.258 novas vagas abertas para o setor de serviço. O comércio, por sua vez, fechou o ano com saldo positivo de 9.426 novos postos.

De acordo com o economista do Observatório do Trabalho, Alexandre Chaves, os setores serviço e comércio, que mais se destacaram, são os que começam a impulsionar a economia paranaense. "São os setores mais procurados e que apresentam a possibilidade de um novo emprego para o trabalhador. Já o comércio se destaca por causa das compras de final de ano", disse.

As cidades que tiveram maior geração de empregos em 2018 foram Curitiba, São José dos Pinhais, Maringá, Foz do Iguaçu e Ponta Grossa.

NACIONAL
Em nível nacional, esse foi o primeiro saldo positivo desde 2014, quando houve geração de 420,6 mil empregos formais. O setor que gerou o maior saldo positivo de empregos formais foi o de serviços, com 398,6 mil, seguido pelo comércio (102 mil).

Mas em dezembro, de acordo com a secretaria, houve retração no mercado formal. A queda no mês ficou em 334,4 mil postos, resultado de 961,1 mil admissões e 1,2 milhão de desligamentos.

Apenas o setor de comércio registrou saldo positivo (19,6 mil postos). A indústria da transformação foi o setor que registrou a maior retração (118 mil), seguida serviços (117,4 mil) e construção civil (51,6 mil). (Com Agência Brasil e AEN)

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