Imagem ilustrativa da imagem Londrina fecha 169 postos de trabalho no mês de abril
| Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas



Londrina fechou 169 postos de trabalho em abril de 2018, segundo dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados nesta sexta-feira (18). O saldo de empregos nas cinco maiores cidades da RML (Região Metropolitana de Londrina) foi negativo. Foram 121 vagas fechadas.

Dentre as cidades que compõem a RML, Arapongas foi a que registrou mais novas vagas. Foram 117 novos postos de trabalho na cidade. Em seguida, está Rolândia com 95 novas vagas e, por fim, Cambé, com 26 novos postos. Ibiporã teve saldo negativo. Foram 59 vagas fechadas.

Em março, os empregos aumentaram na RML. Foram 182 novas vagas de emprego. Na ocasião, somente Londrina havia registrado saldo negativo de vagas.

Em Londrina, a queda mais significativa foi no setor de serviços. O setor, que havia perdido 199 vagas em março, perdeu 281 postos em abril. Já em relação ao comércio, 74 novos postos foram abertos. Conforme análise do economista Marcos Rambalducci, a construção civil caiu pelo segundo mês consecutivo, terminando abril com saldo negativo de 34 postos de trabalho na RML (sendo 23 deles em Londrina). "A indústria de transformação, que teve saldo positivo de 93 postos de trabalho em março, continuou o crescimento com 47 postos de trabalho em Londrina."

O déficit de postos de trabalho em Londrina permaneceu estável em comparação ao mês passado. Foram 170 postos fechados em março e 169 em abril.

Paraná

No Paraná, foram 97.891 admissões e 88.663 desligamentos no mês de abril, conforme o Caged, que representa uma variação positiva de 9.228 vagas.

Brasil

O Brasil abriu 115.898 postos de trabalho com carteira assinada em abril. O número foi divulgado pelo presidente Michel Temer, que antecipou a divulgação do Caged, durante um fórum na capital paulista.

O Brasil encerrou o primeiro quadrimestre com a criação de 336.855 vagas formais. O relatório do Ministério do Trabalho nota que "quadro também é otimista se avaliados os últimos 12 meses". Entre maio de 2017 e abril de 2018, a economia criou 283.118 postos de trabalho.

Entre os setores, o melhor desempenho foi nos serviços, que abriu 64.237 vagas. Os principais responsáveis pelo resultado setorial foram o comércio e administração de imóveis, valores mobiliários e serviços técnicos (+16.461 postos), transportes e comunicações (+14.837) e serviços de alojamento, alimentação, reparação, manutenção e redação (+11.495).

Em seguida, a indústria de transformação abriu 24.108 postos. O setor foi liderado pelo segmento químico e de produtos farmacêuticos, veterinários e perfumaria (+8.763 postos) e a indústria de produtos alimentícios, bebidas e álcool etílico (+7.820 postos).

Entre os demais setores, estão a construção civil (+14.394 empregos formais), comércio (+9.287), agropecuária (+1.591), administração pública (+980), extrativa mineral (+720) e serviços industriais de utilidade pública (+581).

Salário médio

Os salários dos trabalhadores contratados com carteira assinada no mês de abril subiram 1,22% na comparação com o observado em março. Segundo dados do Caged, o valor médio ficou em R$ 1.532,73 no mês passado - cifra R$ 18,47 maior que o do mês anterior. O salário dos demitidos também subiu: cresceu 1,5% ante março, para R$ 1.688,34.

Por região, o dado divulgado pelo Ministério do Trabalho indica que as cinco regiões do País apresentaram saldo de emprego positivo. O Sudeste liderou com 78.074 novas vagas de trabalho. Em seguida, apareceram o Centro-oeste (15.769 postos), Sul (13.298), Nordeste (4.447) e Norte (4.310).

Por Estado, 22 tiveram saldo positivo no emprego. Os maiores saldos de emprego ocorreram em São Paulo, Minas Gerais, Paraná, Goiás, Rio de Janeiro e Santa Catarina. Por outro lado, Alagoas, Rio Grande do Sul, Pernambuco, Amazonas e Rio Grande do Norte destruíram empregos no mês passado.

(Com informações da Agência Estado)

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