O sistema educacional de Londrina vem se destacando em meio a um cenário competitivo. Umas das provas deste sucesso são as novas filiais de escolas locais inauguradas em outras cidades no último ano e a aquisição do Sistema Maxi de Ensino, envolvendo a gráfica e editora Maxiprint, que ocorreu no início de outubro, pela Abril Educação. Londrina entrou na concorrência para exportar educação.
''O nosso mercado de educação já se tornou um polo'', afirma o presidente do Sindicato das Escolas Particulares do Norte do Paraná (Sinep-NPR), Alderi Luiz Ferraresi. De acordo com ele, a qualidade das escolas vem crescendo, impulsionando esse cenário em virtude de maior exigência das famílias, ''que não vão matricular os filhos em uma escola particular de qualidade duvidosa''.
Segundo ele, outro fator que influencia no desenvolvimento da educação nos níveis fundamental e médio é a qualidade dos cursos universitários oferecidos em Londrina. ''Uma coisa puxa a outra'', observa. ''A existência de boas instituições de ensino superior gera a necessidade de preparar melhor os alunos já na educação básica'', afirma.
Ferraresi completa que o crescimento do número de cursos superiores no País tem ocorrido há aproximadamente 10 anos e atrás desse processo, as escolas de educação básica se profissionalizaram mais. Ele conta que há cerca de 20 anos, existiam exemplos isolados de escolas londrinenses que se destacavam, mas atualmente o cenário mudou e a cidade vem se revelando frente a outros mercados.
Um nível maior de exigência tanto dos pais quanto do governo - como vigilância sanitária por exemplo -, tem limitado o surgimento de escolas particulares e controlado melhor a qualidade do ensino. ''É uma realidade totalmente diferente da que tínhamos há 15 anos, quando escolas particulares surgiam do nada. Hoje há um limitador para esse mercado'', compara o presidente do Sinep. Segundo a entidade, o município conta com 140 escolas particulares, sendo a maioria de educação infantil.
O consultor em Gestão de Inovação Tecnológica da Associação do Desenvolvimento Tecnológico de Londrina e Região (Adetec), Paulo Sendin, avalia que esses negócios mostram alta credibilidade do sistema educacional londrinense. ''Revela que a melhor capacitação permite sair daqui para competir com instituições de outras cidades'', relata.
Ele completa que o fato de alguém de fora (citando a Abril Educação) vir comprar um sistema daqui revela que ''o comprador externo reconheceu o nosso potencial''. ''Além disso, é um atestado da competência dos empresários locais e dos profissionais que atuam nessas empresas'', reitera.
Conforme Sandin, essas negociações são muito positivas para Londrina, visto que se os empresários locais progridem e se desenvolvem, há um movimento maior da economia porque os lucros são revertidos para a cidade. ''Mesmo formalizando negócios com compradores externos, o município sai ganhando porque, provavelmente, os recursos serão aplicados aqui'', considera.
Outro benefício é fixar a imagem de Londrina perante outros estados como uma cidade que tem bom ensino e boas escolas. O consultor da Adetec cita, ainda, que esse cenário propicia a existência do efeito multiplicador, ''que atrai novos investimentos também em outros setores''.

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