Imagem ilustrativa da imagem Londrina está 'no radar' de aplicativos
SpoonRocket quer se consolidar nas capitais para depois entrar em cidades do porte de Londrina: densidade populacional é que viabiliza o serviço


"Londrina e Cascavel estão no radar, nos nossos próximos passos", afirma o sócio-gestor do T81 em Curitiba, Bruno Pereira, sobre a disponibilidade do aplicativo na cidade. No caso do SpoonRocket, também não há previsão de quando o serviço estará em Londrina. O primeiro passo é chegar às capitais. "Esse modelo funciona mais em cidades com grande densidade populacional e restaurantes próximos um dos outros. Se estão muito dispersos, isso dificulta a eficiência logística", justifica o CEO do aplicativo, Roberto Gandolfo. Mas Londrina, bem como Maringá, também já "está no radar" e devem ser as próximas do Paraná a receberem o serviço, assegura Gandolfo, segundo quem o SpoonRocket foi o primeiro serviço do gênero a chegar ao Brasil, antes mesmo do Uber Eats. "Temos um mercado enorme pela frente. O próprio volume de vendas mostra isso."

Questionada sobre a possibilidade de serviços como o Uber Eats atuarem em Londrina, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) comentou que o município atende o Artigo 231 do Código de Trânsito Brasileiro que diz que "estar efetuando transporte remunerado de pessoas ou bens, quando não for licenciado para esse fim, salvo casos de força maior ou com permissão da autoridade competente, torna o condutor sujeito à fiscalização e penalidades previstas".

"A Companhia esclarece ainda que este transporte remunerado irregular, de pessoas ou bens, ocorre em duas situações: quando o motorista realizar esta atividade em veículo que não seja registrado na categoria aluguel (com placas vermelhas) ou quando, apesar de possuir as placas vermelhas, o veículo não possua autorização específica da autoridade competente para o transporte", explica ainda nota enviada pela assessoria de comunicação da CMTU.

Projeto
Já o Professor Rony Alves (PTB), vereador que está elaborando um Projeto de Lei (PL) a fim de regulamentar a atividade do Uber em Londrina, diz acreditar que o serviço de delivery da empresa não deverá vir a Londrina. "Em Londrina não acredito que justifique essa modalidade nesse momento. Já temos serviço de motofrete, de delivery nas empresas." Mas caso chegue à cidade, o serviço também deverá ser regulamentado, afirma Alves, e poderá entrar como uma emenda ao Projeto de Lei do Uber, que já foi "prototipado" e será encaminhado à CMTU para ser protocolado em janeiro. A expectativa é que o PL seja apreciado em plenário entre o final de fevereiro e o início de março.(M.F.C.)

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