Londrina está entre os municípios que arrecadam mais do que gastam
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segunda-feira, 06 de janeiro de 2014
Cecília França<br>Reportagem Local 
Londrina é um dos 417 municípios brasileiros que arrecada mais do que gasta. O superavit foi apontado pelo Estadão Dados e calculado a partir da pesquisa do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios brasileiros de 2011, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em dezembro do ano passado. O levantamento leva em consideração a arrecadação de impostos sobre produção, como IPI e ISS, e os gastos com a manutenção da administração municipal e das estruturas estaduais e federais no município. Investimentos não são considerados gastos.
De acordo com o levantamento, Londrina registrou superavit de R$ 819.488.978 em 2011, superando outras cidades do Paraná, como Maringá, que teve superavit de
R$ 530.200.093. Na Região Metropolitana de Londrina, os outros municípios que registraram saldo positivo entre gastos e arrecadação de impostos sobre produção foram Ibiporã e Rolândia - R$ 32.830.402 e R$ 5.071.401, respectivamente.
Curitiba registrou o maior superavit do Estado entre arrecadação e gastos públicos, com R$ 7.511.045.050, seguida por Paranaguá,com R$ 4.611.026.653 e São José dos Pinhais, R$ 2.197.970.948. Outras cidades paranaenses que tiveram superavit foram Araucária (R$ 1.204.799.224), Balsa Nova (R$ 10.601.102) e Ponta Grossa (R$ 43.484.561).
O levantamento revela que a arrecadação total de tributos de produção no País é de R$ 612 bilhões por ano, enquanto os gastos, calculados pelo IBGE, chegam a R$ 576 bilhões. No entanto, o superavit é extremamente concentrado em apenas 7,8% das 5.292 cidades brasileiras que constam no levantamento. Todas as outras são deficitárias.
Concentração
A concentração é impressionante: apenas a cidade de São Paulo gerou R$ 62 bilhões a mais do que gastou em 2011 - quase um décimo de toda a arrecadação com impostos sobre a produção do ano. Esse impacto é quase compensado pelo gasto com a máquina pública em Brasília. Como concentra boa parte do funcionalismo federal, os gastos da administração pública lá superam a arrecadação com impostos em R$ 59 bilhões.
Além de São Paulo e capitais como Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Manaus e Porto Alegre, os municípios que mais concentram atividades geradoras de receita são cidades portuárias como Santos (SP), Itajaí (SC) e Paranaguá, polos industriais como São José dos Campos (SP), Betim (MG) e Camaçari (BA) e locais com forte economia agrícola, como Uberlândia (MG) e Luís Eduardo Magalhães (BA). (Com Agência Estado)


