A etapa regional de Londrina do concurso Café Qualidade Paraná encerrou na manhã de ontem com a premiação dos primeiros colocados nas categorias café natural e café cereja descascado. De 29 amostras, 11 classificaram-se para etapa estadual que deve anunciar os resultados finais até 15 de novembro.
O cafeicultor Paulo Alceu Bessa, de Lerroville, obteve a melhor amostra na categoria café natural, com 87,67 pontos na classificação da Associação Brasileira de Cafés Especiais. Já o café do produtor Valdir Eduardo Giocondo, de Londrina, foi a única amostra classificada na categoria cereja descascada, somando 82,33 pontos. Ambas as bebidas são consideradas cafés do tipo gourmet, uma categoria acima dos cafés finos.
Segundo o engenheiro agrônomo Ildefonso José Haas, da Emater, coordenador da comissão organizadora, o concurso é apenas uma etapa na busca pela valorização do café paranaense no mercado. Ele cita a dedicação dos cafeicultores de Lerroville. ''Das dez amostras concorrentes, nove se classificaram entre as 17 primeiras colocadas'', lembrou.
Colher os grãos maduros e secá-los o mais rápido possível pode garantir uma bebida de qualidade na opinião de Hass. Ele ressalta que as chuvas na colheita não impedem a obtenção de uma boa bebida. ''Para fazer com qualidade, os produtores têm de saber que pelo menos a cada três anos a safra irá sofrer com a incidência das chuvas na colheita e aprender a lidar com ela''.
Paulo Bessa concorda. ''Não fiz nada diferente, apenas trabalhei o terreirão mexendo bastante o café para deixá-lo sempre seco'', explicou. A colheita no pano e a separação dos grãos ajudou o cafeicultor a obter a melhor bebida na categoria café natural. ''Acho muito bom exibir o café com qualidade. Ajuda a alavancar os preços'', disse.
A dedicação de Valdir Giocondo lhe rendeu o melhor café cereja descascado. Ele conta que participa do concurso de qualidade do café desde sua implantação, em 1998, e trabalha o cafezal de forma profissional. ''Já consegui preços iguais aos dos cafés finos de Minas Gerais'', calculou.
Para Giocondo, a parceria entre instituições de pesquisa, governo e cafeicultores é ideal para divulgar a qualidade do café paranaense e estimular o aumento nos preços. ''O apoio do governo por meio de feiras, workshops e linhas de créditos é fundamental para agregar valor ao café e distribuí-lo também em outros países'', finalizou.

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