Londrina está se notabilizando pela criação de software para empresas internacionais e nacionais, mediante parcerias com entidades representativas do setor de Tecnologia da Informação (TI). O Brasil é a bola da vez na área de TI, segundo especialistas, e Londrina estaria no mapa deste crescimento tecnológico. Para se ter uma idéia, o setor de tercerização de programas para computadores deveria crescer US$ 2 bilhões nos últimos quatro anos no Brasil, porém, não alcançou nem sequer a cifra de US$ 1 bilhão.
O plano do governo federal de crescer neste mercado esbarrou na falta de mão-de-obra, tendo como barreira a qualidade do ensino no país. O Brasil precisa gerar neste mercado 500 mil postos de trabalho nos próximos cinco anos, segundo a Associação Brasileira de Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom).
De olho neste negócio, entidades com respeitabilidade nacional na área de TI estiveram recentemente negociando com empresas do setor em Londrina. O Instituto Altântico, com sede em Fortaleza (CE), contratou serviços da Lint, empresa de TI de Londrina. A negociação gerou um primeiro acordo de R$ 15 milhões, só para criação de programas de computadores para empresas brasileiras. No mercado externo, o faturamento deve alcançar R$ 3 milhões. Toda execução para criação de software para estas empresas deverá demorar três anos.
Estão previstas contratações de profissionais em Londrina que conheçam Java (linguagem de computador), para o desenvolvimento de software para gereciamento financeiro dentro e fora do país, principalmente, para empresas americanas e europeias. Há uma carência de profissionais na área de TI, agravada nos últimos anos por empresas de fora que seduzem estes programadores com melhores salários e benefícios. Felismino prevê que esta situação irá mudar, pois as empresas de TI de Londrina investirão pesado para transformar a cidade num pólo tecnológico.
O Instituto Atlântico é uma subsidiária da Telecom & IT Solutions (CPQD), com sede em Campinas (SP). O vice-presidente do CPQD, Claudio Aparecido Violato, informou que há alguns anos presta serviços na área de telecom (telefonia) para a Sercomtel em Londrina. O CPQD foi o primeiro pólo tecnológico no país criado pelos governos militares brasileiros, sendo estatal até 1998, quando então foi privatizado. Atualmente o CPQD é uma fundação sem fins lucrativos, sendo comandada por um conselho formado pelas empresas de TI no Brasil.
Perguntado de onde viriam novos acordos com empresas nacionais e internacionais, o representante do CPQD informou que vários projetos estão sendo gestados e alguns já foram encaminhados para o governo brasileiro e empresas de fora. O objetivo destes projetos é oferecer serviços tercerizados de empresas brasileiras de TI para o mercado interno e externo. A Brasscom, em recente estudo, apontou que as empresas da Índia e China já atingiram o gargalo no tocante a oferecer serviços de TI, seja pela barreira do idioma inglês no caso oriental, seja por estarem os indianos no limite de crescimento do setor.

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