Londrina é recordista na arrecadação de impostos
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terça-feira, 24 de novembro de 2009
Gisele Mendonça<br> Reportagem Local 
A arrecadação de impostos federais na região de Londrina - que compreende 63 municípios - alcançou em outubro um dos melhores índices da história. Segundo a Receita Federal, foram arrecadados no mês R$ 372,44 milhões, o que representa um crescimento real (descontada a inflação) de 30% e uma variação nominal de 35,51% em relação ao mesmo período de 2008, quando foram recolhidos R$ 274,84 milhões. No acumulado do ano (janeiro a outubro), a arrecadação foi R$ 2,69 bilhões contra R$ 2,49 bilhões dos mesmos meses de 2008. Neste caso, o aumento real foi de 3,14% e o nominal de 7,94%.
''É um resultado muito positivo, principalmente se compararmos com os números nacionais. No acumulado do ano, a arrecadação em nível nacional teve queda real de 6,83% em relação ao ano passado, enquanto nós crescemos 3,14%'', compara o delegado da Receita Federal de Londrina, Sérgio Gomes Nunes. O Paraná reflete os números nacionais. Nos dez primeiros meses do ano, foram arrecadados R$ 24,09 bilhões contra R$ 25,13 bilhões do mesmo período do ano passado. Em percentuais, houve queda nominal de 4,14% e queda real de 8,64%.
Em Londrina, outubro foi o sétimo mês consecutivo de crescimento na arrecadação. O mais surpreendente desta vez, conforme o delegado, foi a ''virada'' no crescimento real. Nunes lembra que neste ano o recolhimento na região de Londrina apresentou queda (nominal e real) em fevereiro e março, e depois seguiu crescendo, mas sempre em termos nominais e não real. O índice anterior divulgado pela Receita, para os oito primeiros meses do ano, foi de queda real de 1,41% e crescimento nominal de 3,61%.
Os motivos que levam aos resultados positivos são a conjuntura econômica, a diversidade de segmentos e o fato de a redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para automóveis e linha branca não ter tido muito impacto na região de Londrina. ''No conjunto, Londrina não concentra a arrecadação em um segmento específico, existe uma diversidade. Isto ajudou, já que esses segmentos não foram tão fortemente atingidos pela crise. A questão do IPI também não representou muito impacto, já que não temos montadoras'', contextualiza Nunes.
Também contribuiu para os índices positivos, segundo o delegado, o parcelamento especial, com prazo longo, para os contribuintes que tinham débito com a Receita Federal. ''É um fato importante, está ajudando a injetar recursos'', diz Nunes.
Para novembro, a expectativa é que a arrecadação continue crescendo. ''Mas acho difícil chegar nos 30% de outubro. Se acontecer, será uma surpresa'', afirma o delegado.


