As chances da Dixie Toga construir duas unidades industriais em Londrina são de 90%. A afirmação é do presidente do Conselho de Administração da empresa, Sérgio Haberfeld, que concedeu entrevista ontem, por telefone, à Folha. Ele espera definir o nome da cidade onde serão instaladas as novas fábricas até o final desta semana. ‘‘Temos urgência em tocar o processo. As indústrias precisam estar prontas até dezembro para receber as máquinas, compradas há dois meses na Alemanha. Estes equipamentos têm prazo de entrega de dez meses’’, disse.
Londrina concorre com cidades do Triângulo Mineiro como Varginha e Pouso Alegre, além de Curitiba. ‘‘A possibilidade de nos instalarmos em Resende, no Rio de Janeiro, já foi descartada’’, afirma Haberfeld. ‘‘A vantagem de Londrina em relação a Curitiba se deve à localização da cidade. Temos preferência pelo Norte do Paraná por estar mais perto do interior de São Paulo, um dos nossos principais mercados’’.
Haberfeld garante que a decisão final para definição do local depende apenas das respostas dos governos estaduais sobre uma ‘‘lista de necessidades’’, elaborada pela Dixie Toga. ‘‘É que temos algumas necessidades imprescindíveis para a competitividade da empresa’’, garante.
Um dos pedidos da Dixie é a construção de um subestação de energia elétrica para atender somente as duas novas unidades. ‘‘A estabilidade no fornecimento de energia é importante porque temos grandes perdas no processo quando ocorre variação de energia elétrica’’, conta Haberfeld.
Na semana passada, dois representantes da empresa - Walter Schalka e Ronaldo Mello - participaram de uma reunião em Londrina. Além de uma visita à Cidade Industrial de Londrina, eles entregaram o ‘‘pacote de exigências’’ ao secretário estadual da Indústria e Comércio, Nelson Justus, presente na reunião.
As duas unidades produtivas, que devem gerar cerca de 300 empregos, representarão, juntas, investimentos de US$ 20 milhões a US$ 25 milhões. Uma das fábricas produzirá embalagens flexíveis e a outra, produtos como pratos, copos e talhares para redes de fast food.
Líder do setor de embalagens, a Dixie Toga também pretende instalar duas indústrias no Nordeste. Atualmente, a empresa possui oito fábricas - sete no Brasil e uma em Buenos Aires, na Argentina. Com 2,2 mil funcionários, a Dixie faturou US$ 350 milhões em 1996. ‘‘Para este ano, estimamos um faturamento líquido de US$ 400 milhões, contando apenas com as oito fábricas’’, prevê Haberfeld.

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