Os trabalhadores da indústria moveleira das regiões de Londrina e Maringá terão 7% de reajuste salarial. O índice está definido na Convenção Coletiva de Trabalho da categoria, fechada na segunda-feira, entre os sindicatos da Indústria Moveleira de Arapongas e Região (Sima) e dos trabalhadores da Construção Civil e do Mobiliário das duas cidades.
O valor do piso da categoria foi elevado para R$ 458 já a partir de agosto. As diferenças salariais retroativas a maio (data base da categoria) serão pagas juntamente com a folha de agosto em parcela única. Além do reajuste salarial, será implantado o banco de horas e ficou estabelecido um piso de ingresso na categoria, fechado em R$ 360, que serão pagos nos primeiros seis meses de trabalho. Nestas duas regiões são cerca de 400 empresas e 8 mil trabalhadores.
Já as negociações com os trabalhadores de Arapongas estão suspensas. As conversações ocorrem desde maio e até agora não houve consenso. A categoria já realizou um dia de greve, em agosto, e já ocorreram três rodadas de negociação na sede da Delegacia Regional do Trabalho, em Curitiba. Os empresários concederam 7% de reajuste aos funcionários na folha de julho, mesmo sem o acordo da convenção, elevando o piso para R$ 452. O sindicato dos trabalhadores quer um reajuste de 10% e não aceita negociar a implantação do banco de horas. Em Arapongas são 150 empresas e 7 mil funcionários.

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